Derivado da maconha pode ser útil no tratamento da apneia do sono, diz estudo

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A síndrome (conjunto de sinais e sintomas) da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é caracterizada por um estreitamento recorrente, completo ou parcial, das vias aéreas respiratórias superiores durante o período do sono.

O resultando deste processo são períodos de apneia (falta total da respiração) durante a noite, queda dos níveis de oxigênio no sangue, despertares frequentes e, como consequência, sonolência e fadiga durante o dia.

O dronabinol, uma forma sintética do composto tetra-hidrocanabinol (THC), presente na maconha, mostrou ser eficaz no tratamento da SAOS em pesquisas preliminares, possivelmente representando a primeira abordagem com medicamentos para esta condição de difícil tratamento e potencialmente grave.

O tratamento padrão para os casos de SAOS moderada à grave é através da utilização de um aparelho chamado de CPAP, uma máscara que injeta ar durante à noite com uma pressão positiva contínua.

Em comparação com o placebo, o dronabinol foi associado a um menor índice de apneia hipopneia ou IAH. Este índice quantifica o número de paradas respiratórias (apneias) e as respirações superficiais (hipopneias) a cada hora do sono. Além da redução do IAH, o dronabinol melhorou subjetivamente a sonolência e proporcionou uma maior satisfação geral com o tratamento.

Para comprovar esses efeitos, pesquisadores realizaram um estudo, chamado de Pharmacotherapy of Apnea by Cannabimimetic Enhancement (PACE), que incluiu 73 pacientes adultos com apneia do sono moderada ou grave (IAH igual ou maior que 15 e 30 por hora, respectivamente).

Os participantes foram aleatoriamente designados para tratamento com 2,5 mg de dronabinol (21 pacientes), 10 mg de dronabinol (27 pacientes) ou placebo (25 pacientes), uma hora antes da hora de dormir, por até seis semanas.

O desfecho primário do estudo foi a alteração, em relação ao início do estudo, no IAH após seis semanas de tratamento.
Após ajuste para vários fatores, incluindo idade, raça, etnia e IAH basal, os pesquisadores encontraram melhorias significativas no grupo de 2,5 mg, com uma redução de 10,5 eventos por hora, e no grupo de 10 mg, com uma redução de 12,9 eventos por hora, durante o sono de movimento rápido dos olhos (REM), bem como no sono não-REM.
Fonte: Sleep.
Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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