A crise econômica de um país pode afetar positivamente a saúde de seus habitantes?

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Analisando os dados oriundos da crise de Cuba, no período de 1989 até 2000, podemos dizer que a resposta é sim. Neste país a crise econômica acarretou mudanças significativas nos hábitos de vida dos cubanos, fato que ocasionou uma melhoria em alguns indicadores de saúde.

A crise econômica de Cuba entre 1989-2000 resultou em uma ingestão de energia reduzida, atividade física elevada e perda de peso na população em geral. A crise reduziu a ingestão calórica diária per capita de 2.889 calorias para 1.863 calorias. A proporção de adultos fisicamente ativos aumentou de 30% para 67%, e foi observada uma diminuição de 1,5 unidades na distribuição do índice de massa corporal.

A prevalência de obesidade diminuiu de 14% para 7%. Durante 1997-2002 houve declínios nas mortes atribuídas ao diabete melito (51%), doença arterial coronariana (35%), derrame cerebral (20%) e por todas as causas (18%). Os autores da pesquisa concluíram que medidas da população em geral projetadas para diminuir a ingestão de calorias (sem afetar a suficiência nutricional) associadas a um aumento das atividades físicas, podem levar a reduções na prevalência e mortalidade por diabete melito e doença cardiovascular.

Fonte:Am J Epidemiol (2007).

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