A disfunção erétil afeta 45,1% dos adultos brasileiros, diz estudo

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O estudo da vida sexual do brasileiro (EVSB) iniciou em 2002, e entrevistou 7.013 pessoas provenientes de 13 estados brasileiros, maiores de 18 anos, sendo que 54,6% destes entrevistados eram homens e 45,4% eram mulheres.

O estudo era composto por um questionário de 87 perguntas de múltipla escolha, e foi coordenado pela médica psiquiatra Dra. Carmita Abdo, do Instituto de Psquiatria do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Os critérios de inclusão no estudo  foram: ser adulto, com capacidade de entendimento das perguntas e disponibilidade em respondê-las, garantidos a privacidade e o anonimato às respostas. O EVSB foi concluído no ano de 2003.

A disfunção erétil (DE) é definida como uma dificuldade ou incapacidade (persistente), de se obter e/ou manter uma ereção suficiente para uma vida sexual satisfatória. Em relação à DE, o EVSB apresentou os seguintes resultados:

-As ereções (próprias ou de parceiros) são satisfatórias:

Sempre ou quase sempre, para 66,5% dos homens e 68,5% das mulheres.Mais da metade das vezes, para 14,1% dos homens e 11,1% das mulheres.Cerca de metade das vezes, para 4,2% dos homens e 5,0% das mulheres.Algumas vezes para 8,7% dos homens e 8,1% das mulheres.Quase nunca para 5,9% dos homens e 6,0% das mulheres.Ausência de ereções, para 0,5% dos homens e 1,3% das mulheres.

Observa-se uma maioria de índices coincidentes (homens versus mulheres), o que confere credibilidade às respostas dadas pelos participantes do EVSB.

-A capacidade de obter e/ou manter ereção foi referida como presente em 54,9% dos homens.A  total ausência de ereção foi referida por 1,7% dos homens.Para 12,2%, essa dificuldade era moderada e 31,2% tinham dificuldade mínina em obter e/ou manter ereção.

-A presença da DE (2.832 homens), de acordo com a idade, se distribui da seguinte forma:

Até os 40 anos: 32% mencionaram DE mínima; 10% DE moderada e 1,1% DE completa. Entre 40 e 49 anos: 29%, 9,6% e 1,3%. Entre 50 e 59 anos: 30,6%, 15,4% e 1,6%. Entre 60 e 69 anos: 33,7%, 23,3% e 6,7%. Acima dos 70 anos: 21,1% DE mínima, 35,1% DE moderada e 12,3% DE completa.

Fonte:ESVB(2003).

www.portaldocoracao.com.br

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