A gravidade dos ataques cardíacos nos EUA diminuiu, mas o tempo de chegada aos hospitais, ainda é tardio, diz estudo

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A gravidade dos casos de infarto do miocárdio (ataque cardíaco) nos Estados Unidos diminuiu nos últimos 15 anos. Esta é a constatação do estudo ARIC (Atherosclerosis Risk in Communities Study).Este fato , certamente contribuiu para o declínio das mortes atribuídas à doença arterial coronariana naquele país.

Estas conclusões são da Dra. Merle Myerson e de seus colaboradores do hospital St. Luke`s Roosevelt (New York, Estados Unidos)."Alguns indicadores da severidade do infarto do miocárdio, como os níveis de elevação das enzimas cardíacas ou o grau de desenvolvimento das ondas Q no eletrocardiograma (indicativas de morte do músculo cardíaco), nos levam a crer que a severidade dos casos de infarto do miocárdio diminui nos últimos 15 anos" , diz a Dra. Myerson.

Este novo estudo baseou-se na análise do quadro clínico de 10.285 pacientes infartados nos Estados Unidos, com idades de 35 a 74 anos de idade, que receberam alta hospitalar entre os anos de 1987 e 2002.

A Dra. Myerson lembra que apesar desses dados favoráveis, nem todas as notícias são boas em relação ao infarto do miocárdio. O tempo de chegada dos pacientes acometidos por essa doença aos hospitais, ainda permanece acima do ideal. Apenas um terço dos pacientes infartados chega em menos de duas horas aos hospitais. Nos casos de infarto do miocárdio, dizemos que "tempo é músculo", ou seja, o diagnóstico e o tratamento precoces permitem minimizar a morte das células do músculo cardíaco, determinando uma evolução clínica mais favorável a curto e longo prazos.

Fonte: Circulation (2009).

Texto revisado por Nícia Padilha.

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