Alimentação rica em ácido fólico e vitamina B reduz os níveis de homocisteína e protege o coração

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A homocisteína faz parte do metabolismo de aminoácidos, substâncias obtidas através das proteínas dos alimentos e essenciais para o funcionamento do corpo. A alteração da taxa plasmática de homocisteína pode ocorrer devido a fatores genéticos, deficiência de vitamina B12, B6 ou ácido fólico, idade, função renal prejudicada, altos níveis de creatinina, fumo, alcoolismo e utilização de certas drogas como antagonistas do folato, óxido nítrico e L-Dopa.

Pesquisas apontam que o excesso de homocisteína no sangue, pode favorecer alterações cardiológicas, infartos e alterações vasculares periféricas. Quando em excesso, a homocisteína possui a capacidade de promover formação de coágulos no sangue e entupir as artérias e veias.   Segundo publicação pelo New England Journal of Medicine, um dos estudos realizados por pesquisadores do assunto evidenciou que a taxa de mortalidade dos pacientes após 4 a 5 anos do diagnóstico de doenças cardiovasculares é proporcional ao nível plasmática de homocisteína. O risco foi menor para os pacientes, cuja taxa de homocisteína era menor que 9 µmol/L e maior (25%) para aqueles com mais de 15 µmol/L.

A normalidade dos níveis sanguíneos de homocisteína, segundo o INCOR, é fundamental para a saúde do coração. A redução das altas taxas de homocisteína pode acontecer através de cuidados alimentares. Aumentar o consumo de ácido fólico e vitamina B6 e B12 contribui para metabolizar a homocisteína. Não existe, segundo a American Heart Association (AHA), a necessidade de suplementação indiscriminada destes componentes alimentares. Esta deve ser indicada apenas quando não é possível o consumo adequado através da alimentação. O ideal é ter uma alimentação equilibrada e rica em frutas e vegetais.

– Os alimentos ricos em ácido fólico, são: frutas cítricas, vegetais e grãos.

– Os alimentos ricos em vitamina B6, são: cereais integrais, leguminosas, batata, banana e alimentos fortificados.

– Os alimentos ricos em vitamina B12, são: carnes, peixes, ovos, leite e queijos.

A dosagem de homocisteína atualmente já faz parte dos exames de rotina, principalmente na área cardiológica. A homocisteína pode ser dosada no soro, no plasma ou na urina, mas a dosagem na urina tem sido cada vez menos utilizada.

VALORES DE REFERÊNCIA:

Valor normal – Até 14,9 mcmol/L;

Falta de vitaminas – 15 a 30 mcmol/L;

Homocisteinemia heterozigótica – 31 a 100 mcmol/L.

Após sobrecarga de metionina: Homocisteinemia homozigótica – acima de 100 mcmol/L®.

Autora: Ana Flávia Pinheiro – Nutricionista.

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