Angioplastia coronariana: índices de sucesso, riscos e complicações

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Angioplastia das artérias do coração, chamada de angioplastia coronariana, é uma modalidade de tratamento que consiste na destruição mecânica de uma placa de gordura (ateroma) por meio da utilização de um cateter provido de um balão em sua extremidade.

A  angioplastia coronariana poderá ser realizada de emergência (como na angina instável de alto risco e infarto do miocárdio) ou de forma  eletiva  (programada previamente, como nos casos de angina estável e isquemia miocárdica silenciosa).

Os stents coronarianos são estruturas metálicas liberadas por um cateter na maioria dos procedimentos de angioplastia coronariana. O stent pode ser provido de uma droga (stent farmacológico) ou ser composto apenas pela estrutura metálica (stent convencional).

Essas drogas encontradas nos stents farmacológicos são substâncias que diminuem substancialmente o risco de uma das complicações da angioplastia coronariana, a  reestenose coronariana.

Índices de sucesso

Verifica-se sucesso imediato da angioplastia coronariana (avaliados pelo cateterismo e pela clínica do paciente) em mais de 95% dos pacientes tratados globalmente, e a necessidade de cirurgia de uma revascularização do miocárdio de emergência é de 0,4%.

Em pacientes com infarto do miocárdio não complicado, a mortalidade da angioplastia é de 5%, e a necessidade de cirurgia de emergência ocorre em porcentagens mínimas (0,4% a 2%). Desta forma,  a angioplastia coronariana é um método de tratamento com uma elevada segurança.

Riscos e complicações

Observou-se em vários levantamentos: infarto do miocárdio em 0,43%,  morte em 1,04%, insuficiência renal aguda em  0,22%,  complicações vasculares (no local da introdução do cateter de angioplastia) em 1,16% , acidente vascular cerebral (derrame cerebral) em 0,05% , cirurgia de emergência (ponte de safena) em 0,04%.

As complicações da angioplastia podem ser divididas em três categorias, conforme o mecanismo da intercorrência:

-Lesão da artéria coronária:

Trauma causado no próprio vaso coronário durante o procedimento, como: dissecções (lesão da parede do vaso), tromboses (formação de coágulos), perfuração da artéria  e embolizações (formação de coágulo que migra e obstrui um vaso menor, localizado adiante daquele ponto da circulação).

-Lesão vascular periférica:

Ocorre no local de acesso vascular periférico, onde o cateter foi introduzido. Exemplos: pseudo-aneurisma (dilatação da parede do vaso), hematoma local ou retroperitoneal (sangramento localizado na região posterior do abdômen), fístula arteriovenosa (comunicação anormal entre a veia e a artéria) ou complicação à distância (derrame cerebral por deslocamento de um coágulo de sangue).

-Complicações não-vasculares:

São as intercorrências sistêmicas, tais como as reações alérgicas, lesão renal induzida pelo contraste, congestão pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões), etc.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

 

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