Angioplastia coronariana no infarto do miocárdio

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Em geral , o infarto do miocárdio ( ataque cardíaco ) ocorre quando há uma interrupção súbita e intensa do fluxo de sangue em uma artéria coronária , que irriga uma região  do coração , ocorrendo  morte  de  parte do tecido cardíaco.

A principal causa desta interrupção do fluxo sangüíneo  ,  é um acidente da  placa de ateroma , ou seja, uma ruptura de uma placa de gordura localiza na artéria coronária . Esta ruptura acarreta a formação de um coágulo  , que interrompe o fluxo sangüíneo neste ponto da artéria. O  infarto do miocárdio ,  é uma das manifestações da doença arterial coronariana, caracterizada pela formação de ateromas na parede das artérias coronárias .

Conforme o traçado do eletrocardiograma , o médico assistente poderá suspeitar que a artéria que causa o infarto do miocárdio  , esteja obstruída parcialmente  ou totalmente (infarto do miocárdio  sem ou com supradesnível do segmento ST no eletrocardiograma).

No primeiro caso (infarto do miocárdio sem supradesnível do segmento ST do eletrocardiograma), não será necessário a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia de emergência , pois nestes casos o tratamento inicial será com medicações para tentar dissolver o coágulo ( trombo ) , formado na artéria. O cateterismo cardíaco e a angioplastia coronariana (com ou sem o implante de um stent) , costuma ser realizada após 24 horas do incío do quadro , após a estabilização clínica dos pacientes com medicamentos . Caso isso não ocorra , um cateterismo cardíaco , seguido de uma angioplastia , poderão ser realizados de uma forma imediata.

No segundo caso (infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST do eletrocardiograma), será necessário utilizar uma opção de tratamento que possibilite abrir a  artéria  totalmente obstruída o mais rápido possível, desta forma, minimizando a morte de células , da área cardíaca afetada pelo infarto do miocárdio.

Para tal, dispomos de duas modalidade de tratamento: os trombolíticos (administrados de forma injetável através de uma veia no braço, processo chamdo de trombólise) ou a angioplastia coronariana (introdução de um cateter com um balão em sua extremidade, até o local obstruído, permitindo assim, o restabelecimento do fluxo de sangue). Esta modalidade de angioplastia coronariana , é chamada de angioplastia primária.

Indicações da angioplastia coronariana no infarto do miocárdio sem supradesnível do segmento ST no eletrocardiograma:

– Cateterismo cardíaco e cinecoronariografia emergencial (exames invasivo e contrastado das artérias do coração) em pacientes com  infarto sem supradesnível do segmento  ST do eletrocardiograma , cujos sintomas não cessam com a medicação ou recorrem . Deverá haver alterações do segmento ST do eletrocardiograma ou sinais de insuficiência cardíaca (coração fraco) , instabilidade hemodinâmica (quedas da pressão arterial) ou elétrica (arritmias cardíacas graves ).

– Pacientes com infarto do miocardio sem supradesnível do segmento ST , estabilizados incialmente com medicamentos , deverão ser emcaminhados para a realização de um cateterismo cardíaco e cinecoronariografia precoce (menos de 72 horas) , associada à angioplastia coronariana para aqueles com anatomia favorável da placa de ateroma para esse tipo de tratamento .

Indicações de angioplastia coronariana no infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST no eletrocardiograma (angioplastia primária):

– Pacientes com diagnóstico de infarto  do  miocárdio com sintomas iniciados a menos de 12 horas , que podem ser submetidos à uma angioplastia , com um retardo de tempo  inferior a 90 minutos após o diagnóstico.

– Recomenda-se a transferência do paciente infartado , que apresente contra-indicação para os trombolíticos , para um centro de cardiologia capaz de realizar uma angioplastia primária . O tempo de início dos sintomas do quadro , deverá ser inferior a 3 horas e a expectativa de realizar  a angioplastia primária deverá ser inferior a 90 minutos (após a chegada no local). O   transporte (aéreo ou rodoviário)  deverá ser feito  em menos de 120 minutos.

– Recomenda-se a transferência de um centro clínico para um outro , capaz de realizar uma angioplastia primária ,   todos os pacientes infartados  que disponham  de um sistema transporte (aéreo ou rodoviário) , com retardo de deslocamento inferior a 120 minutos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia (2008).

www.portaldocoracao.com.br

 

 

 

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