Baixos níveis de HDL-colesterol ou “colesterol bom” associam-se à perda da memória

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Um estudo realizado por pesquisadores franceses sugere que baixos níveis do HDL-colesterol (“colesterol “bom”) associam-se à perda de memória e desenvolvimento de demência. O HDL colesterol  é fundamental para o bom funcionamento das sinapses nervosas (locais aonde há liberação de neurotransmissores cerebrais).

Além disso, baixos níveis de HDL-colesterol também associam-se a um menor volume de áreas específicas do cérebro, como o hipocampo. O HDL colesterol é ainda o responsável pelo ciclo reverso do colesterol, ou seja, pela retirada das gorduras das artérias, levando-as até o fígado para que possam ser eliminadas.

Este estudo francês incluiu cerca de 3.637 participantes, e avaliou o perfil das gorduras do sangue desses indivíduos e a capacidade de memória (através de alguns testes) em dois momentos.

Estas pessoas foram avaliados aos 55 anos (em média) e, novamente, aos 60 anos. Após uma criteriosa análise, constatou-se que os participantes com HDL-colesterol mais baixo (inferior a 40 mg/dl) eram mais propensos nas duas ocasiões da coleta de informações a apresentarem um déficit de memória, quando comparados aos elementos portadores de HDL-colesteterol elevado (maior que 60mg/dl).

Os autores do estudo concluíram que baixos níveis de HDL-colesterol associavam-se a um déficit de memória, podendo ser um fator de risco para o desenvolvimento de demência.

Embora a explicação para esse fato não seja conhecida, postula-se que os baixos níveis de HDL-colesterol levem a formação de uma substância chamada beta amiloide (que afeta o funcionamento cerebral) ou, ainda, por agressão direta dos vasos pelo processo aterosclerose cerebral (formação de placas de gordura nas artérias).

Fonte: Arterioscler Thromb Vasc Biol.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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