Cardiomiopatia restritiva*

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O termo cardiomiopatia restritiva ou miocardiopatia restritiva (MCR), indica um grupo de doenças cardíacas nas quais as paredes ventriculares tornam-se endurecidas, mas não necessariamente apresentam espessamento , produzindo uma resistência ao enchimento normal de sangue que chega oxigenado dos pulmões , entre cada batimento cardíaco (diástole).

É a forma menos comum de miocardiopatia e, geralmente , a sua causa é desconhecida. Em um de seus dois tipos básicos, o miocárdio é substituído gradualmente por tecido cicatricial (endomiocardiofibrose). Em outro tipo, ocorre uma infiltração de um material anormal no miocárdio como, por exemplo, um certo tipo de glóbulo branco (eosinófilo).Outras causas de miocardiopatia restritiva  são  a amiloidose e a sarcoidose. Quando o organismo possui uma quantidade excessiva de ferro, esse metal pode acumular-se no miocárdio, como ocorre na hemocromatose  (sobrecarga de ferro nos tecidos ).

A miocardiopatia restritiva subdivide-se em três tipos: as infiltrativas miocárdicas (em que o miocárdio encontra-se infiltrado por uma substância anormal, como a amiloidose, sarcoidose, doença de Gaucher, hemocromatose e doença de Fabry), as fibróticas miocárdicas (nas quais a fibrose se estende por todo  o miocárdio como a cardiomiopatia familiar, idiopática ou secundária a radioterapia) e, as fibróticas endomiocárdicas (nais quais a fibrose acomete,  especialmente, o endocárdio e o subendocárdio como endomiocardiofibrose, síndrome hipereosinofilica e metástases cardíacas de doenças tumorais).

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