Combate ao tabagismo: nova forma de reposição nicotínica pode ser mais efetiva, diz estudo

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Tabagistas que fumam mais que 20 cigarros por dia ou aqueles que fumam o primeiro cigarro na primeira meia hora do dia ou ainda, aqueles que tentaram parar de fumar mas não tiveram sucesso, são considerados candidatos a alguma modalidade de tratamento antitabagismo.

A terapia de reposição com nicotina é uma das mais antigas modalidades de tratamento antitabagismo.

Esta terapia costuma ser iniciada no momento em que o indivíduo decide deixar de fumar.

Um recente estudo, liderado pelo Dr. Jed Rose (Universidade de Duke, Estados Unidos), demonstrou que há benefício com a utilização dos adesivos de nicotina duas semanas antes do momento de largar o vício.

Os autores do estudo avaliaram 400 fumantes. Metade destes indivíduos iniciou o uso dos adesivos de nicotina (dose de 21mg ao dia) apenas no momento em que tentaram parar de fumar e a outra metade, iniciou o uso dos adesivos 14 dias antes da data estipulada para largar o vício. Ao final de 10 semanas de acompanhamento, os tabagistas submetidos previamente a terapia de reposição com nicotina, apresentaram um taxa de cessação do tabagismo na ordem de 33,8%, índice significativamente maior que os 9,3% dos tabagistas que usaram os adesivos de nicotina da forma tradicional.

Entre os fumantes que tinham um menor grau de dependência à nicotina, caracterizada por uma pontuação menor que seis na escala de Fagerström, o índice médio de abstinência ao tabagismo com a terapia nicotínica prévia foi significativamente maior, quando comparado aos índices obtidos nos tabagistas com um maior grau de dependência.

Fonte: Nicotine and Tobacco Research.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

 

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