Como é feita a angioplastia coronariana ?

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A angioplastia coronariana é realizada em um laboratório de hemodinâmica, local que dispõe de todos os recursos para que o procedimento transcorra da forma mais segura possível, e com o maior índice de sucesso.

A equipe que realiza a angioplastia coronariana costuma ser constituída de três ou quatro pessoas: um ou dois médicos cardiologistas (chamados de hemodinamicistas), uma enfermeira especializada e um técnico. A angioplastia coronariana poderá ser realizada sem sedação ou com uma anestesia de curta duração.

O tempo de realização do procedimento é variável, podendo ser de cerca de 30 minutos ou maior que duas horas, como nos casos de lesões coronarianas complexas ou quando são realizadas mais de uma angioplastia coronariana no mesmo momento.

A angioplastia coronariana é iniciada com a punção de uma grande artéria periférica, em geral, a artéria radial (localizada no membro superior) ou artéria femoral (localizada no membro inferior),  através de uma agulha de grosso calibre. Em seguida, um fio guia de metal é inserido através da agulha e introduzido no sistema arterial, até atingir a aorta e, finalmente, a artéria coronária obstruída pela placa de ateroma.

Um cateter com um balão em sua extremidade é passado sobre o fio-guia até atingir o ponto exato da obstrução. Em seguida, o balão é insuflado sob alta pressão por alguns segundos, destruindo a placa de ateroma. A insuflação e a deflação podem ser repetidas várias vezes até que se obtenha uma desobstrução adequada da artéria coronária. A orientação do cateter até o ponto adequado da lesão é possível através das imagens contrastadas do coração.

Na maioria dos casos de angioplastia coronariana são liberados stents coronarianos exatamente  no ponto em que artéria está obstruída. Os stents são estruturas metálicas que ficam encravadas na parede da artéria.

Depois uma angioplastia coronariana eletiva o paciente costuma permanecer 24 horas internado, visando monitorar possíveis complicações relacionadas ao procedimento.

Em casos de angioplastia coronariana em casos agudos (como o infarto do miocárdio e angina instável de alto risco), a gravidade do quadro clínico do paciente é que determinará o seu tempo de internação.

Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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