Consumo excessivo de álcool associa-se à elevação da pressão arterial e colesterol em homens jovens

0
892

Nos Estados Unidos, bem como, em outras partes do mundo, o consumo excessivo de álcool é mais comum entre adultos jovens.

Pesquisadores norte-americanos avaliaram os efeitos do consumo excessivo de álcool sobre a pressão arterial, gorduras e níveis de açúcar no sangue em adultos jovens.

Os autores avaliaram dados do NHANES (The US National Health and Nutrition Examination Survey) relativos aos anos de 2011 até 2014.

Homens e mulheres de 18 a 45 anos de idade foram divididos em três categorias em relação à ingestão excessiva de álcool: os que não beberam de forma excessiva no último ano; os que beberam de uma até doze vezes por ano e, por último, os que beberam excessivamente mais do que doze vezes por ano.

Após ajustes para fatores de confusão, como a dieta e atividade física, os homens que beberam excessivamente, quando comparados com aqueles que não beberam, apresentaram maior pressão arterial sistólica média (121 mmHg versus 117,5 mmHg) e níveis mais elevados de colesterol total (215,5  versus 207,8 mg/dL). Essas diferenças de valores parecem ser pequenas, mas clinicamente são relevantes, e aumentam o risco cardiovascular.

Os autores não observaram efeitos do consumo excessivo de álcool na pressão arterial sistólica ou colesterol total entre as mulheres.

O consumo excessivo de álcool em homens e mulheres foi associado a valores mais altos de lipoproteína de alta densidade (high density lipoprotein ou HDL colesterol), conhecida como “bom colesterol”. Os efeitos do consumo excessivo de álcool nos valores da glicemia em homens e mulheres foram variáveis.

Os autores concluíram que, em comparação com mulheres adultas jovens, o consumo excessivo de álcool em homens associou-se a maior pressão arterial sistólica e níveis mais elevados de colesterol total.

Em adultos jovens com pressão arterial sistólica elevada, os profissionais da saúde devem considerar o possível papel do consumo excessivo de álcool. Incentivar a redução da ingestão de álcool nesse grupo da população pode ser uma estratégia importante para reduzir o risco cardiovascular.

Fonte: Journal of the American Heart Association.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here