Creme hormonal melhora sintomas do climatério sem aumentar o risco de trombose

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Nos Estados Unidos, aproximadamente 20 milhões de mulheres encontram-se no período do climatério, popularmente conhecida como menopausa, apresentando um risco aumentado de doença cardiovascular.

A partir dos resultados de um estudo prévio, o qual demonstrou um aumento do risco de câncer de mama, acidente vascular encefálico (derrame cerebral) e trombose venosa  com a terapia hormonal convencional, mais mulheres passaram a procuram tratamentos alternativos para os sintomas do climatério, como os fogachos, sudorese noturna, sono interrompido e irritabilidade.

Observou-se um aumento na utilização das terapias hormonais transdérmicas (como os cremes manipulados, absorvidos através da pele) nesta população. No entanto, a segurança e a eficácia dessas formulações não foram ainda bem estudadas. Para avaliar os efeitos da terapia de reposição hormonal transdérmica, os pesquisadores recrutaram 150 mulheres no período do climatério com idades de 30 até 70 anos.

Metade delas foi designada a receber o tratamento usual e as demais um creme manipulado. O tratamento usual foi definido como a terapia hormonal convencional com estrogênio conjugado e progesterona. A terapia hormonal transdérmica consistia em estrogênio derivado de plantas, progesterona e, algumas vezes, testosterona e dehidroepiandrosterona (DHEA). Para as participantes do grupo do creme transdérmico  foi prescrita uma terapia individualizada com base nos níveis hormonais. As mulheres aplicavam o creme sobre a pele uma ou duas vezes ao dia para alcançar a dose alvo.

Ao longo dos 12 meses, as participantes que receberam o tratamento do estudo apresentaram: diminuição significativa na depressão e ansiedade, conforme avaliadas pelas escalas de depressão e ansiedade de Hamilton; melhora significativa da qualidade de vida e dos sintomas menopáusicos, tais como fogachos e sudorese noturna, conforme avaliadas pela escala de climatério de Greene; ausência de efeitos negativos sobre a coagulação; ausência de efeitos antiinflamatórios prejudiciais, como revelado pela redução significativa na proteína C reativa ou PCR (uma prova de atividade inflamatória); efeitos cardíacos e metabólicos benéficos, como revelado pela redução significativa da pressão sanguínea sistólica, glicemia (taxa de açúcar) e dos triglicerídeos em jejum.

“Os hormônios não são todos iguais, e as preparações hormonais também não”, disse a Dra. Stephenson, uma das autoras do estudo. “Há riscos e efeitos claramente diferentes nos fatores inflamatórios, trombóticos e dos biomarcadores cardiovasculares”.

A pesquisadora concluiu dizendo que: “estudos clínicos mais amplos serão necessários para determinar se este tratamento é uma boa alternativa à terapia de reposição hormonal convencional para mulheres no período do climatério”.

Fonte: American Heart Association.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

 

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