Dose baixa de aspirina é o ideal para quem também usa clopidogrel, diz estudo

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Pacientes de alto risco cardiovascular candidatos à prevenção secundária, ou seja, aqueles que já sofreram um evento coronariano como angina instável, infarto do miocárdio ou angioplastia com um implante de stent, costumam usar uma associação de duas drogas antiplaquetárias, aspirina e o clopidogrel (medicamentos que inibem a agregação das plaquetas no sangue), para minimizar o risco da formação de coágulos nas artérias do coração.

Uma nova análise do estudo CHARISMA comparou a eficácia do clopidogrel versus o placebo (comprimidos sem ação terapêutica), em pacientes com aterosclerose ou vários fatores de risco cardiovascular. A aspirina foi administrada para todos os pacientes na dose de 75 até 162 mg por dia.

Uma análise posterior dos resultados do estudo CHARISMA comparou os resultados obtidos com as 3 categorias de doses diárias da aspirina (menos de 100 mg em 7180 pacientes, 100 mg em 4961 pacientes e mais que 100 mg em 3454 pacientes). A análise dos resultados demonstrou que no subgrupo de pacientes que receberam clopidogrel associado à aspirina, houve uma redução da eficácia e um aumento dos riscos de acordo, à medida que havia um aumento da dose da aspirina (menos de 100mg ao dia, 100mg ao dia ou mais de 100mg ao dia).

Os autores do estudo concluíram que "baixas doses de aspirina (75 até 81 mg ao dia) podem melhorar a eficiência e a segurança dessa medicação em pacientes que usam também o clopidogrel".

Fonte: Annals of Internal Medicine (2009).

Texto revisado por Nícia Padilha.

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