Especialistas propõem teste de colesterol infantil

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Pesquisadores da Barts and The London Queen Mary's School of Medicine, de Londres, recomendaram em um artigo na revista da área médica British Medical Journal que crianças façam exame de colesterol aos 15 meses de idade, junto com a vacinação de rotina.O exame identificaria as crianças com hipercolesterolemia familiar, uma doença genética que aumenta os riscos de doenças cardíacas , por levar à aterisclerose precoce ( desenvolvimento de placas de gordura nas artérias do coração ). O mal afeta aproximadamente uma a cada 500 pessoas e faz com que o corpo não elimine de maneira normal o colesterol, que acaba se acumulando. Segundo o cardiologista David Wald, autor do artigo e líder da pesquisa, os pais das crianças identificadas com a doença nos exames também deveriam ser examinados e tratados.

Estatinas:

No Brasil, as doenças cardíacas são a principal causa de morte, segundo o Ministério da Saúde.Adultos entre 20 e 39 anos com hipercolesterolemia familiar têm um risco cem vezes maior de morrer de males do coração, mas o tratamento com estatinas para baixar o colesterol reduz este risco substancialmente.Um programa-piloto de checagem nacional está sendo testado em parentes de adultos diagnosticados com a condição, mas ele só identifica cerca de 20% dos pacientes.

A análise de 13 estudos pelos pesquisadores sugere que o exame nas crianças identificaria a maior parte dos casos.Os exames de colesterol em crianças com idade entre um e nove anos são mais precisos porque o colesterol aumenta, normalmente, a medida que as pessoas envelhecem, por outras razões, como uma dieta pouco saudável.

Os pais:

A época mais óbvia para realizar o exame, que necessita de uma amostra de sangue, seria no momento da vacinação de rotina, aos 15 meses, disseram os especialistas.Para cada criança identificada, pelo menos um dos pais tem que apresentar a condição, então, eles também deveriam ser examinados.O cardiologista David Wald disse que "esta proposta sugere uma forma de identificar a maioria dos casos na população, já que identificando as crianças você também alcança os pais".Ele acrescentou que as crianças provavelmente não serão tratadas com estatinas até que fiquem mais velhas, mas elas podem diminuir os riscos de doenças cardíacas, como qualquer pessoa, adotando uma dieta saudável, praticando exercícios e evitando o cigarro.

Fonte: BBCBrasil.com

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