Estudo revela os fatores associados à disfunção sexual em mulheres diabéticas

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A saúde sexual é um importante, mas frequentemente negligenciado, componente dos cuidados dispensados aos pacientes com diabete melito. Em contraste à disfunção erétil nos homens com diabete melito, a disfunção sexual feminina não tem sido bem estudada entre as mulheres diabéticas.

Um estudo realizado teve como objetivo, avaliar a prevalência de disfunção sexual em mulheres com diabete mlito do tipo 2 em comparação com aquelas em  um grupo controle pareado por idade (grupo de controle).

No total, 50 mulheres casadas com diabetes tipo 2 frequentando a clínica endocrinológica ambulatorial do Ghaem Hospital entre abril de 2007 e março de  2008 foram selecionadas. A glicose  plasmática (nível de açúcar no sangue) de jejum e a hemoglobina glicosilada (exame que avalia o controle do diabete nos últimos meses) foram medidas e a função sexual foi avaliada por meio de um questionário. Os escores em cada domínio da função sexual foram comparados com aqueles dos controles de mulheres não-diabéticas.

Os escores da função sexual para o desejo sexual, excitação, lubrificação vaginal, orgasmo e domínios de satisfação global foram todos menores nas  mulheres diabéticas. A duração do diabete melito e a idade se correlacionaram negativamente com todos os domínios da função sexual. Não houve relação significativa entre a função sexual e o índice de massa corporal (IMC), controle glicêmico, educação ou estado empregatício.

Os autores do estudo concluíram que o diabete prejudica significativamente o desempenho sexual da mulher diabética e que os determinantes da função sexual incluem a idade e a duração de diabetes.

Fonte:Diabetes & Vascular Disease Research(2009).  

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