Freqüência cardíaca aumentada ao repouso acarreta maior risco de morte

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Um estudo teve como objetivo avaliar o valor preditivo da freqüência cardíaca em repouso (FCR) na mortalidade cardíaca e geral,  em uma amostra de pacientes submetidos ao teste de esforço (TE),  entre 1995 e 2007, em um hospital especializado em cardiologia.

O estudo utilizou o banco de dados do serviço de teste de esforço e  da central de óbitos da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul . Foram analisados 1645 casos (grupo óbitos) e 5413 controles (grupo vivos),  totalizando uma amostra de 7058 pacientes que realizaram o teste de esforço.

Foram levados em conta a presença de outros fatores de risco como o sexo, idade,  diabete melito, colesterol elevado, medicamentos com ação sobre a freqüência cardíaca, pressão arterial igual ou maior a 140/90 mmHg, VO2 máximo (consumo de oxigênio máximo pelo coração durante o TE) menor que 28 ml/kg/min e índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25 kg/m2.

Os desfechos avaliados pelo estudo foram a mortalidade cardíaca e de outras causas. A idade média da amostra foi de 55,4 anos, com sexo masculino (62,8%) predominante. A média da FCR dos controles foi de 72 batimentos por minuto  e de 83 batimentos por minuto para o grupo dos óbitos. O ponto de corte encontrado no grupo de óbitos foi de 78 bpm.

Após as devidas análises estatísticas e o ajuste  dos resultados para outros fatores de risco, a FCR aumentada (maior ou igual a 78 batimentos por minuto) mostrou-se como um preditor independente de mortalidade  cardíaca e geral. A conclusão deste estudo é compatível  com os achados de estudos anteriores, publicados na literatura médica mundial.

Fonte:Revista da Sociedade de Cardiologia do RS (2008).

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