Infertilidade: drama para cerca de 20% da população

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Oito milhões de casais sofrem com o problema só no Brasil, mas a medicina evoluiu muito neste campo: a ciência da reprodução assistida oferece técnicas revolucionárias, com altas taxas de sucesso. Construir uma família pode parecer uma tarefa simples, mas nem todos os casais conseguem realizar esse sonho tão facilmente. O drama da infertilidade é bem maior do que se imagina e acomete cerca de 20% da população em todo o mundo. Mas a medicina moderna pode dar uma mãozinha. Depois de 28 anos do nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo, a inglesa Louise Brown, a ciência da reprodução assistida oferece técnicas revolucionárias, menos invasivas e com altas taxas de sucesso, permitindo que quase todos os casais tenham filhos.

Somente no Brasil, segundo médico Roger Abdelmassih, especialista em reprodução humana, 16 milhões de pessoas – ou 8 milhões de casais – sofrem com o problema. Segundo estatísticas, aproximadamente 30% da infertilidade são de causa feminina (problemas em ovários, trompas ou útero), sendo a idade um fator agravante; outros 30% são de origem masculina (espermatozóides de má qualidade ou inexistentes). Nos outros 30%, os fatores femininos e masculinos coexistem, dificultando a gravidez, e 10% não têm a causa definida.

Segundo a especialista em reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), Daniella Castellotti, o problema mais comum na mulher é a endometriose – responsável por até 40% dos casos de infertilidade. Nos homens, a principal causa é a diminuição na contagem de espermatozóides, causada por varicocele, uso de medicações, caxumba na infância ou causas desconhecidas: "Hoje, conseguimos gestação em casos de homens que não têm nenhum espermatozóide no ejaculado através de punção testicular ou do epidídimo e, em casos mais graves, de uma cirurgia chamada microdissecção testicular".

Tratamentos:

As técnicas de reprodução humana evoluíram muito desde o nascimento de Louise, em 1978. Conforme explica a dra. Daniella, existem, basicamente, três tipos de tratamento: o coito programado, quando estimula a ovulação da mulher e orienta o casal a ter relação no dia da ovulação, a qual é detectada por ultra-som seriado; a inseminação intra-uterina (IIU), quando estimula a ovulação, controla o crescimento dos óvulos e, no dia da ovulação, coloca o sêmen diretamente dentro do útero; e a fertilização in vitro (FIV), mais complexa, quando estimula a ovulação, coleta os óvulos, faz a fertilização em laboratório e coloca o embrião diretamente no útero da mulher.

A fertilização em laboratório pode ser feita de dois modos: a convencional, que coloca o óvulo em contato com os espermatozóides em uma placa; e a injeção intra-citoplasmática de espermatozóide (ICSI), quando injeta um espermatozóide dentro do óvulo, realizada nos caos de contagem mais baixa de espermatozóides. "Os dois primeiros tratamentos demoram 30 dias entre o início da estimulação e o resultado do exame de gravidez, enquanto que a FIV tem vários protocolos, em média de 30 a 45 dias."

A técnica que proporciona maior taxa de sucesso é a FIV, que alcança 50% de gestação por tentativa em mulheres com menos de 35 anos. Aos 40 anos, cai para 15%. Já a técnica de coito programado tem índice de sucesso de 15% e o IIU, de 20%. Em um casal normal – a mulher com até 35 anos – a chance de ela engravidar em um mês é de 15% a 18%; em 12 meses, é de 85% a 90%; ao longo de 18 meses, 100%.

Custos:

Solução existe para a grande maioria dos casos. Porém, o principal fator limitador é o alto custo do tratamento.

Fonte:Diário do Comércio de SP – www.dcomercio.com.br

www.portaldocoracao.com.br

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