Leandro Zimerman participa do Simpósio da Sociedade Portuguesa

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O “Tratamento farmacológico da fibrilação atrial em insuficiência cardíaca” será o tema do professor Leandro Ioschpe Zimerman, no “Simpósio Luso-Brasileiro de Cardiologia”, que começa em Vilamoura, no dia 20 de abril.

Zimerman, que é professor de arritmias cardíacas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, explica que o tema foi escolhido porque os problemas cardíacos da população portuguesa são semelhantes aos que afetam a população gaúcha, ao contrário do que acontece em outros Estados brasileiros, onde predominam outras cardiopatias, Chagas, por exemplo, que não ocorre em Portugal.

Essa semelhança e o fato do Brasil ter larga experiência no tratamento dessas arritmias é que levou à escolha de seu nome, acredita ele, que discorrerá sobre procedimentos alternativos para o tratamento das arritmias, citados há tempos na literatura científica, mas muitas vezes esquecidos pelo clínico.

Por isso mesmo discorrerá sobre determinados fármacos que tem ação benéfica no tratamento e também na prevenção dessas arritmias. “As estatinas, por exemplo, embora usadas preferencialmente para o controle dos níveis de colesterol, podem ser muito úteis na prevenção das arritmias”, explica o professor Zimerman.

Ele falará também de sua experiência no tratamento mais precoce das arritmias e aproveita para levar na bagagem os dados de sua experiência, que acredita sejam importantes para discussões posteriores.

“Não é só o perfil do paciente do Sul do Brasil e de Portugal que são próximos”, afirma Leonardo Zimerman, os cardiologistas dos dois países também estão num nível semelhante e os avanços ocorrem simultaneamente nos dois lados do Atlântico. A vantagem dos portugueses diz respeito à aparelhagem, pois os serviços europeus conseguem com maior facilidade que os brasileiros os equipamentos mais modernos, principalmente para os procedimentos invasivos.

O cardiologista destaca ainda a importância do evento luso-brasileiro, à medida em que contribui para estreitar os laços da Cardiologia brasileira com as dos outros países, promovendo um intercâmbio que resulta em benefício para todos. Ele destaca que o Simpósio de Vilamoura não é caso único, pois a atual Diretoria da SBC está empenhada em aumentar os contatos internacionais da Cardiologia brasileira, tanto que promoveu há pouco o importantíssimo simpósio conjunto com o “American College of Cardiology” e outro a realizar-se durante o “World Congresso of Cardiology”, que este ano será em Buenos Aires.

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