Lisinopril ( Zestril – Prinivil )

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Prncípio ativo: LISINOPRIL

5 mg, 10 mg, 20 mg e 30 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES Comprimidos de 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 30 mg. Embalagens com 30.

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO Cada comprimido contém: Lisinopril ……………………………………………………………………… 5 mg  ou 10 mg  ou  20 mg ou 30 mg Excipientes q.s.p. ……………………………………………………………1 comprimido Excipientes: manitol, estearato de magnésio, amido de milho, amido de milho pré-gelatinizado, fosfato de cálcio dibásico, óxido de ferro vermelho.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE Ação esperada do medicamento: Controle da pressão arterial; controle da insuficiência cardíaca congestiva quando associado a diuréticos, diminuindo o risco de hospitalização e mortalidade; prevenção de problemas no coração após o infarto; protege os rins e a retina em pacientes diabéticos.

Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura inferior a 30°C. Proteger da luz e umidade.

Prazo de validade: vide cartucho. Não use medicamento com prazo de validade vencido.

Gravidez e lactação: Não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação. Informe seu médico da ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o término. Informar ao médico se está amamentando.

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Como a absorção de ZESTRIL não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. Como ocorre com todas as medicações administradas uma vez ao dia, ZESTRIL deve ser administrado no mesmo horário todos os dias. Se você se esquecer de tomar a medicação, não tome a dose perdida; somente volte a tomar a medicação no próximo horário habitual.

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

Reações adversas: Informe seu médico do aparecimento de reações desagradáveis. ZESTRIL é geralmente bem tolerado. Os efeitos colaterais mais freqüentes são: tonturas, dor de cabeça, diarréia, tosse, náusea e fadiga. Alergias ocorrem raramente.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Enquanto estiver em tratamento com ZESTRIL não tome nenhum outro medicamento sem o consentimento de seu médico. Informe seu médico se estiver tomando diuréticos, outros anti-hipertensivos, lítio, antiinflamatórios; se está em dieta com restrição de potássio, se toma suplementos de potássio, se está utilizando um substituto de sal de cozinha que contém potássio. Informe também se está recebendo tratamento de dessensibilização para alguma alergia (ex.: picada de inseto). A indometacina pode diminuir a ação de ZESTRIL.   Contra-indicações e precauções: ZESTRIL não deve ser usado por pacientes com alergia ao lisinopril, aos demais componentes da fórmula ou a outros inibidores da ECA. Informe seu médico se você tem problemas cardiovasculares, diarréia ou vômito, problemas renais e se faz diálise. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas: Quando dirigir veículos ou operar máquinas, deve-se levar em consideração que pode ocorrer ocasionalmente vertigem ou fadiga durante o tratamento de hipertensão.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS CARACTERÍSTICAS Propriedades Farmacodinâmicas O lisinopril é um inibidor da peptidil dipeptidase. Ele inibe a enzima conversora da angiotensina (ECA) que catalisa a conversão da angiotensina I ao peptídeo vasoconstritor, angiotensina II. A angiotensina II estimula também a secreção de aldosterona pelo córtex da adrenal. A inibição da ECA resulta em concentrações diminuídas de angiotensina II, as quais resultam em diminuição da atividade vasopressora e redução da secreção de aldosterona. A diminuição da aldosterona pode resultar em um aumento da concentração sérica de potássio. Acredita-se que o mecanismo pelo qual o lisinopril diminui a pressão arterial é principalmente a supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Apesar disso, o lisinopril tem demonstrado ser anti-hipertensivo mesmo em pacientes hipertensos com baixa renina. A ECA é idêntica à cininase II, enzima que degrada a bradicinina. Ainda não está elucidado se níveis aumentados de bradicinina, um potente peptídeo vasodilatador, exercem papel importante sobre os efeitos terapêuticos do lisinopril. O efeito de ZESTRIL na mortalidade e morbidade em insuficiência cardíaca congestiva foi estudado, comparando-se uma dose alta (32,5 mg ou 35 mg uma vez ao dia) com uma dose baixa (2,5 mg ou 5 mg uma vez ao dia). Em um estudo realizado com 3164 pacientes, durante período médio de 46 meses de acompanhamento, a dose alta de ZESTRIL produziu, no tempo final combinado, uma redução de 12 % do risco de mortalidade e hospitalização de todas as possíveis causas (p = 0,002), e uma redução de 8% do risco de mortalidade de todas as possíveis causas e de hospitalização cardiovascular (p = 0,036) em comparação com a dose baixa. Foram observadas reduções no risco de mortalidade de todas as causas (8%; p = 0,128) e de mortalidade cardiovascular (10%; p = 0,073). Em uma análise post-hoc, o número de hospitalizações por insuficiência cardíaca foi reduzido em 24% (p = 0,002) em pacientes tratados com a dose alta de ZESTRIL em comparação com a dose baixa. Os benefícios sintomáticos foram similares em pacientes tratados com doses altas e baixas de ZESTRIL. Os resultados do estudo mostraram que os perfis globais de eventos adversos para pacientes tratados com dose alta ou baixa de ZESTRIL foram similares quanto a natureza e número. Eventos previsíveis resultantes da inibição da ECA, tais como, hipotensão ou função renal alterada, foram controláveis e raramente levaram a descontinuação do tratamento. Tosse foi menos freqüente em pacientes tratados com dose elevada de ZESTRIL em comparação com dose baixa. É sabido que a ECA está presente no endotélio e que a atividade aumentada da ECA em pacientes diabéticos, que resulta na formação de angiotensina II e destruição de bradicinina, potencializa os danos ao endotélio causados por hiperglicemia. Os inibidores da ECA, incluindo lisinopril, inibem a formação de angiotensina II e a degradação da bradicinina, melhorando consequentemente a disfunção endotelial. Os efeitos de lisinopril na taxa de excreção urinária de albumina e na progressão de retinopatia em pacientes diabéticos são mediados por uma redução na pressão sangüínea, bem como pelo mecanismo direto nos tecidos retinal e renal. O tratamento com lisinopril não está associado com uma incidência aumentada de eventos hipoglicêmicos em pacientes diabéticos e não afeta o controle glicêmico como demonstrado pela falta de efeito significante nos níveis de hemoglobina glicosilada (HbA1c).

Propriedades Farmacocinéticas Após administração oral de lisinopril, o pico de concentração plasmática ocorre em cerca de 7 horas, apesar de haver tendência a um pequeno retardo em pacientes com infarto agudo do miocárdio. Em doses múltiplas, o lisinopril possui uma meia-vida efetiva de acúmulo de 12,6 horas. O declínio das concentrações séricas exibe uma fase terminal prolongada que não contribui para o acúmulo da droga. Essa fase terminal provavelmente representa ligações saturadas à ECA e não é proporcional à dose. Aparentemente o lisinopril não se liga às outras proteínas séricas. O comprometimento da função renal diminui a eliminação de lisinopril, que é excretado via renal, mas essa diminuição torna-se clinicamente importante somente quando a taxa de filtração glomerular for menor do que 30 ml/min. Pacientes idosos apresentam níveis sangüíneos mais elevados e valores da área sob a curva de concentração plasmática versus tempo (AUC) maiores que os pacientes mais jovens. O lisinopril pode ser removido por diálise. Baseado na recuperação urinária, a extensão média de absorção de lisinopril é de aproximadamente 25%, com variações entre os pacientes (6-60%) em todas as doses testadas (5-80 mg). O lisinopril não é metabolizado e a droga absorvida é inteiramente excretada inalterada na urina. A absorção de lisinopril não é afetada pela presença de alimentos no trato gastrointestinal. Estudos em ratos indicam que o lisinopril pouco atravessa a barreira hematoencefálica. Inibidores da ECA podem exercer um efeito menor sobre a pressão sangüínea de pacientes hipertensos negros do que em pacientes hipertensos não negros. Quando combinado com outros agentes anti-hipertensivos, podem ocorrer quedas adicionais na pressão sangüínea.

INDICAÇÕES Hipertensão ZESTRIL é indicado para o tratamento da hipertensão essencial e renovascular. Pode ser usado como monoterapia ou associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos.

Insuficiência Cardíaca Congestiva ZESTRIL também é indicado para o controle da insuficiência cardíaca congestiva, como tratamento adjuvante com diuréticos e, quando apropriado, digitálicos. Doses elevadas reduzem o risco de mortalidade e hospitalização (ver Posologia e Modo de Usar).

Infarto Agudo do Miocárdio ZESTRIL é indicado para o tratamento de pacientes hemodinamicamente estáveis que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas, para prevenir o desenvolvimento subseqüente de disfunção do ventrículo esquerdo ou insuficiência cardíaca, além de melhorar a sobrevida. Os pacientes devem receber, apropriadamente, o tratamento padrão recomendado tal como: trombolíticos, ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores.

Complicações Renais e Retinais de Diabetes Mellitus ZESTRIL reduz a taxa de excreção urinária de albumina em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes e em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes que apresentam nefropatia incipiente caracterizada por microalbuminúria. ZESTRIL reduz o risco de progressão de retinopatia em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes.

CONTRA-INDICAÇÕES ZESTRIL é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao lisinopril ou aos outros componentes da fórmula, em pacientes com história de edema angioneurótico relacionado ao tratamento prévio com inibidor da ECA e em pacientes com edema angioneurótico hereditário ou idiopático.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS Neutropenia/agranulocitose O captopril, outro inibidor da enzima conversora da angiotensina, tem mostrado causar agranulocitose e depressão da medula óssea, raramente em pacientes não complicados, porém com maior freqüência em pacientes com prejuízo da função renal, especialmente se estes possuírem também uma desordem vascular do colágeno. A avaliação de dados clínicos experimentais com lisinopril são insuficientes para demonstrar que este não cause agranulocitose em níveis semelhantes. Experiência pós-lançamento do produto tem revelado raros casos de neutropenia e depressão da medula óssea na qual uma relação causal com o lisinopril não pode ser excluída. Em pacientes com distúrbios vascular do colágeno e renal, deve-se considerar a monitoração periódica da contagem de glóbulos brancos no sangue.

Hipotensão sintomática Hipotensão sintomática tem ocorrido raramente em pacientes com hipertensão não-complicada. Em pacientes hipertensos que estejam recebendo ZESTRIL, há maior probabilidade de ocorrer hipotensão se o paciente tiver sido depletado de volume; por exemplo, devido a terapia diurética, restrição dietética de sal, diálise, diarréia ou vômitos (ver Interações Medicamentosas e Reações Adversas). Foi observada hipotensão sintomática em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com ou sem insuficiência renal associada. É mais provável que isto ocorra em pacientes com graus mais graves de insuficiência cardíaca (uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia, comprometimento da função renal). Em pacientes com maior risco de hipotensão sintomática, o início da terapia e o ajuste da dose de ZESTRIL e/ou diurético devem ser monitorados sob cuidadosa supervisão médica. Considerações semelhantes aplicam-se aos pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença cerebrovascular, nos quais a redução excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente cerebrovascular. Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, deve receber infusão intravenosa de soro fisiológico. Uma resposta hipotensiva transitória não é uma contra-indicação ao tratamento, que pode continuar normalmente, uma vez que a pressão arterial aumentou após a expansão de volume. Assim como outros vasodilatadores, ZESTRIL deve ser administrado com cautela a pacientes com estenose aórtica ou com cardiomiopatia hipertrófica. Com o uso de ZESTRIL podem ocorrer decréscimos adicionais da pressão arterial sistêmica em alguns pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que tenham pressão arterial normal ou baixa. Este efeito é previsto e, geralmente, não é razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária a redução da dose ou a suspensão de ZESTRIL.

Hipotensão em infarto agudo do miocárdio Tratamento com lisinopril não deve ser iniciado para infarto agudo do miocárdio em pacientes sob risco de grave deterioração hemodinâmica após tratamento com um vasodilatador. Isto é, pacientes com pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg ou choque cardiogênico. Durante os 3 primeiros dias após o infarto, a dose deve ser reduzida caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 120 mmHg. Doses de manutenção devem ser reduzidas a 5 mg ou temporariamente a 2,5 mg caso a pressão sistólica for menor ou igual a 100 mmHg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica inferior a 90 mmHg por mais de uma hora) então ZESTRIL deve ser descontinuado.

Comprometimento da função renal Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva a hipotensão que segue após o início da terapia com inibidores da ECA pode levar a algum comprometimento da função renal. Insuficiência renal aguda, normalmente reversível, foi observada nessa situação. Em alguns pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de rim único, que foram tratados com inibidores da ECA, foram observados aumentos da uréia sangüínea e da creatinina sérica geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isto é especialmente provável em pacientes com insuficiência renal. Se hipertensão renovascular também estiver presente, há um risco maior de ocorrer hipotensão grave e insuficiência renal. Nestes pacientes, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão médica, com baixas doses e com uma cuidadosa titulação de dose. Uma vez que o tratamento com diuréticos pode ser um fator contribuinte para o caso acima, o mesmo deve ser descontinuado e a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento com ZESTRIL. Alguns pacientes hipertensos sem doença vascular renal preexistente aparente desenvolveram aumentos de uréia sangüínea e creatinina sérica, geralmente pequenos e transitórios, especialmente quando ZESTRIL foi administrado concomitantemente a um diurético. Esta ocorrência é mais provável em pacientes com disfunção renal preexistente. Pode ser necessária a redução da dose e/ou interrupção do diurético e/ou de ZESTRIL. No infarto agudo do miocárdio, o tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em pacientes com evidência de disfunção renal, definida como concentrações de creatinina sérica excedendo 177 micromol/l e/ou proteinúria excedendo 500 mg/24h. Se a disfunção renal se desenvolver durante o tratamento com ZESTRIL (concentrações de creatinina sérica excedendo 265 micromol/l ou o dobro do valor do pré-tratamento), então o médico deve considerar a descontinuação de ZESTRIL.

Pacientes em hemodiálise Reações anafilactóides foram relatadas em pacientes que sofreram certos procedimentos de hemodiálise (por exemplo: com a membrana de alto fluxo AN 69) e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nesses pacientes deve ser considerado o uso de uma membrana de diálise diferente ou uma diferente classe de agentes anti-hipertensivos.

Hipersensibilidade / edema angioneurótico Edemas angioneuróticos de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram raramente relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive ZESTRIL. Nesses casos, ZESTRIL deve ser descontinuado imediatamente e o paciente deve ser monitorado apropriadamente para assegurar o completo desaparecimento dos sintomas antes de liberar o paciente. Nos casos em que o edema tenha se restringido à face e aos lábios, a afecção geralmente se resolve sem tratamento, embora possam ser utilizados anti-histamínicos para o alívio dos sintomas. O edema angioneurótico associado a edema de laringe pode ser fatal. Quando há envolvimento de língua, glote ou laringe, que pode causar obstrução das vias aéreas, deve-se administrar imediatamente terapia apropriada, como adrenalina e/ou manutenção das vias desobstruídas. O paciente deve estar sob constante supervisão médica até a completa resolução dos sintomas. Inibidores da ECA causam uma maior taxa de angioedema em pacientes negros do que em pacientes não-negros. Pacientes com história de angioedema não relacionado a tratamento com inibidores da ECA podem estar sob risco maior de desenvolver angioedema enquanto estiverem recebendo um inibidor da ECA (ver Contra-indicações).

Dessensibilização Pacientes recebendo inibidores da ECA durante tratamento de dessensibilização (por exemplo: veneno de hymenoptera) apresentaram reações anafilactóides. Nos mesmos pacientes, essas reações foram evitadas com a descontinuação temporária dos inibidores da ECA, mas reapareceram com o reinício inadvertido da terapia.

Tosse Foi relatada tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e se resolve com a descontinuação do tratamento. Tosse induzida por inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse.

Cirurgia/anestesia Em pacientes submetidos a grandes cirurgias ou sob anestesia com agentes que produzem hipotensão, ZESTRIL pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão e for considerada como decorrente deste mecanismo, pode-se corrigí-la através de expansão de volume.

Uso durante a gravidez e a lactação O uso de lisinopril durante a gravidez não é recomendado. Quando a gravidez for detectada, lisinopril deve ser interrompido o mais rápido possível, a menos que seja considerado como essencial para a preservação da vida da mãe. Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados a gestantes durante o segundo e terceiro trimestres. O uso de inibidores da ECA durante esse período foi associado com dano fetal e neonatal, incluindo hipotensão, disfunção renal, hipercalemia e/ou hipoplasia do crânio no recém-nascido. Oligoidrâmnio materno, presumivelmente representando diminuição da função renal fetal, ocorreu e pode resultar em contratura dos membros, deformações craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplástico. Estes efeitos adversos ao embrião e ao feto aparentemente não resultam da exposição intra-uterina ao inibidor da ECA limitada ao primeiro trimestre de gravidez. Caso o lisinopril seja usado durante a gravidez, a paciente deve ser informada sobre o risco potencial para o feto. Nos raros casos em que o uso durante a gravidez é essencial, deve-se realizar, periodicamente, ultra-sonografia para avaliar o ambiente intra-amniótico. Se for observado oligoidrâmnio, ZESTRIL deve ser descontinuado, a não ser que seu uso seja considerado vital para a mãe. Entretanto, as pacientes e os médicos devem estar cientes de que oligoidrâmnio pode não aparecer até que o dano causado ao feto seja irreversível. Recém-nascidos cujas mães receberam ZESTRIL devem ser observados atentamente quanto a hipotensão, oligúria e hipercalemia. Lisinopril atravessa a barreira placentária e foi removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e teoricamente pode ser removido por transfusão. Não se sabe se o lisinopril é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite, deve-se ter cuidado se ZESTRIL for prescrito a lactantes.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Diuréticos Quando um diurético é acrescentado à terapia com ZESTRIL o efeito anti-hipertensivo é geralmente potencializado. Pacientes que já utilizam diuréticos e especialmente aqueles nos quais a terapia diurética tenha sido recentemente instituída podem ocasionalmente apresentar excessiva redução da pressão arterial quando ZESTRIL for acrescentado. A possibilidade de hipotensão sintomática com ZESTRIL pode ser minimizada com a interrupção do diurético antes da introdução do tratamento com ZESTRIL (ver Precauções e Advertências; Posologia e Modo de Usar).

Outros agentes ZESTRIL pode ser associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos. A indometacina pode diminuir a eficácia anti-hipertensiva de ZESTRIL quando administrados concomitantemente. Em alguns pacientes com comprometimento da função renal que estão sendo tratados com antiinflamatórios não-esteroidais, a co-administração de lisinopril pode resultar em uma deterioração adicional da função renal. ZESTRIL foi usado concomitantemente com nitratos sem evidências de interações adversas clinicamente significantes. Assim como ocorre com outros fármacos que eliminam sódio, a eliminação de lítio pode ser diminuída. Portanto, os níveis séricos de lítio devem ser cuidadosamente monitorados se sais de lítio estiverem sendo administrados. Embora estudos clínicos demonstrem que o potássio sérico geralmente se mantém dentro dos limites normais, em alguns casos ocorreu hipercalemia. Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes mellitus e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (espironolactona, triantereno e amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio. O uso destes agentes, especialmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode levar a um aumento significativo do potássio sérico. Se o uso concomitante de ZESTRIL com os agentes acima mencionados for julgado apropriado, ele deve ser feito com cuidado, e o potássio sérico deve ser frequentemente monitorado. Se ZESTRIL for administrado com um diurético espoliador de potássio a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser amenizada.

REAÇÕES ADVERSAS Em estudos clínicos controlados, ZESTRIL demonstrou ser geralmente bem tolerado. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias. Os efeitos clínicos adversos mais freqüentes observados com ZESTRIL em estudos clínicos controlados foram: tonturas, cefaléia, diarréia, fadiga, tosse e náuseas. Outras reações adversas menos freqüentes incluem efeitos ortostáticos, inclusive hipotensão, erupções cutâneas e astenia. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, doses elevadas de ZESTRIL podem predispor a sintomas relacionados a hipotensão (vertigem, síncope) e a alterações bioquímicas relacionadas à função renal comprometida (hipercalemia e creatinina sérica aumentada) como seria esperado com terapia com inibidor da ECA.

Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edemas angioneuróticos de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram raramente relatados (ver Precauções e Advertências). Em casos muito raros, foi relatado angioedema intestinal.

Raramente ocorreram os seguintes efeitos adversos registrados durante os estudos clínicos controlados e após a comercialização:

Cardiovasculares: infarto do miocárdio ou acidente cerebrovascular possivelmente secundário a hipotensão excessiva em pacientes de alto risco (ver Precauções e Advertências), palpitações, taquicardia.

Digestivas: dor abdominal e indigestão, boca seca, pancreatite, hepatite (hepatocelular ou colestática), icterícia, vômito.

Sistema nervoso: alterações no humor, confusão mental, parestesia, vertigem. Como com outros inibidores da ECA, foram relatados distúrbios do paladar e do sono.

Respiratórias: broncoespasmo, rinite, sinusite.

Dermatológicas: urticária, diaforese, alopecia, prurido, psoríase, e foram relatados distúrbios graves da pele como penfigo, necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme.

Urogenitais: uremia, oligúria/anúria, disfunção renal, insuficiência renal aguda, impotência.

Outras: febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrite, anticorpos antinucleares (ANA) positivo, velocidade de sedimentação dos eritrócitos elevada, eosinofilia, leucocitose, exantema, fotossensibilidade ou outras manifestações dermatológicas.

Exames laboratoriais Alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais padrões foram raramente associadas à administração de ZESTRIL. Foram observados aumentos na uréia sangüínea, na creatinina sérica, nas enzimas hepáticas e na bilirrubina sérica. Esses aumentos geralmente são reversíveis após a descontinuação de ZESTRIL. Depressão da medula óssea, manifestada como anemia e/ou trombocitopenia e/ou leucopenia, foi relatada. Agranulocitose foi raramente relatada, apesar de uma relação causal não ter sido estabelecida. Foi relatada, raramente, anemia hemolítica. Foram relatados pequenos decréscimos na hemoglobina e hematócrito, raramente de importância clínica, a menos que outra causa de anemia coexista. Também ocorreram hipercalemia e hiponatremia.

POSOLOGIA E MODO DE USAR Como a absorção de ZESTRIL não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. ZESTRIL deve ser administrado em dose única diária. Como ocorre com todas as medicações administradas uma vez ao dia, ZESTRIL deve ser administrado aproximadamente no mesmo horário todos os dias.

Hipertensão Essencial Em pacientes com hipertensão essencial, a dose inicial recomendada é de 10 mg uma vez ao dia. A dose usual de manutenção é de 20 mg administrados uma vez ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial. Em geral, se o efeito terapêutico desejado não puder ser alcançado em um período de 2 a 4 semanas em um certo nível de dosagem, a dose pode ser aumentada. A dose máxima usada por longo prazo em estudos clínicos controlados foi de 80 mg por dia. Doses iniciais menores são necessárias na presença de comprometimento da função renal, em pacientes nos quais a terapêutica diurética não possa ser descontinuada, em pacientes depletados de volume e/ou sal e em pacientes com hipertensão renovascular.

Pacientes Tratados com Diuréticos Pode ocorrer hipotensão sintomática após o início da terapia com ZESTRIL. Isto é mais provável em pacientes que estejam sendo tratados concomitantemente com diuréticos. Recomenda-se precaução, pois estes pacientes podem estar depletados de volume e/ou sal. A terapêutica diurética deve ser descontinuada dois a três dias antes de iniciar a administração de ZESTRIL (ver Precauções e Advertências). Em pacientes hipertensos nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg. A dose subseqüente de ZESTRIL deverá ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial. Se necessário, a terapêutica diurética pode recomeçar.

Pacientes com Insuficiência Renal A posologia em pacientes com insuficiência renal deve ser baseada na depuração de creatinina (Quadro 1).

QUADRO 1 Depuração de Creatinina (ml/min) Dose inicial (mg/dia) < 10 ml/min (incluindo pacientes em diálise) 10 – 30 ml/min 31 – 70 ml/min 2,5 mg* 2,5 – 5 mg 5 – 10 mg * A posologia e/ou a freqüência de administração devem ser ajustadas de acordo com a resposta da pressão arterial.

A dose pode ser titulada gradativamente até que seja obtido controle da pressão arterial, com o máximo de 40 mg/dia.

Hipertensão Renovascular Alguns pacientes com hipertensão renovascular, especialmente aqueles com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria renal em rim único, podem desenvolver resposta exagerada à primeira dose de ZESTRIL. Portanto, recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg a 5 mg. A partir daí, a dose pode ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

Insuficiência Cardíaca Congestiva Como tratamento adjuvante com diuréticos e, onde apropriado, com digitálicos, ZESTRIL pode ser iniciado com dose inicial de 2,5 mg uma vez ao dia. Para reduzir o risco de mortalidade e hospitalização, a dose de ZESTRIL deve ser aumentada no máximo 10 mg a cada 2 semanas, até a dose mais alta tolerada pelo paciente, máximo de 35 mg uma vez ao dia. O ajuste da dose deve ser baseado na resposta clínica individual do paciente.

Pacientes com alto risco de apresentar hipotensão sintomática, como por exemplo, pacientes com depleção de sal, com ou sem hiponatremia, pacientes com hipovolemia ou que tenham recebido rigorosa terapêutica diurética, deverão ter estas condições corrigidas se possível antes de iniciar a terapia com ZESTRIL. O efeito da dose inicial de ZESTRIL sobre a pressão arterial deverá ser monitorado cuidadosamente.

Infarto Agudo do Miocárdio O tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados oralmente, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg uma vez ao dia. Pacientes com baixa pressão sistólica (120 mmHg ou menos) devem receber uma dose menor – 2,5 mg oralmente – quando o tratamento for iniciado ou durante os 3 primeiros dias após o infarto (ver Precauções e Advertências). Se ocorrer hipotensão (pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg), uma dose diária de manutenção de 5 mg pode ser administrada com reduções temporárias a 2,5 mg, se necessário. Se ocorrer hipotensão prolongada (pressão sistólica menor ou igual a 90 mmHg por mais de uma hora), ZESTRIL deve ser descontinuado. A administração deve continuar por 6 semanas. Pacientes que desenvolverem sintomas de insuficiência cardíaca devem continuar com ZESTRIL (ver Posologia e Modo de Usar – Insuficiência Cardíaca Congestiva). ZESTRIL é compatível com trinitrato de gliceril transdérmico ou intravenoso.

Complicações Renais e Retinais de Diabetes Mellitus Em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes, a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 20 mg uma vez ao dia, se necessário, para que se atinja a pressão diastólica na posição sentada inferior a 75 mmHg. Em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes, a dose é a mesma descrita acima para que se atinja uma pressão diastólica na posição sentada inferior a 90 mmHg.

Uso Pediátrico A segurança e a eficácia de ZESTRIL em crianças não foram estabelecidas.

SUPERDOSAGEM Os sintomas de superdosagem podem incluir hipotensão grave, distúrbio eletrolítico e insuficiência renal. Depois da ingestão de uma superdosagem, o paciente deve ser cuidadosamente supervisionado. As medidas terapêuticas dependem da natureza e da gravidade dos sintomas. Medidas para prevenir a absorção e métodos para acelerar a eliminação devem ser empregados. Se ocorrer hipotensão grave, o paciente deve ser colocado em posição de choque e uma infusão intravenosa salina normal deve ser administrada rapidamente. O tratamento com angiotensina II (se disponível) pode ser considerado. Os inibidores da ECA podem ser removidos da circulação por hemodiálise. O uso de membranas de diálise de poliacrilonitrila de alto fluxo deve ser evitado. Os eletrólitos séricos e a creatinina devem ser monitorados frequentemente.

PACIENTES IDOSOS Os estudos clínicos não demonstraram alterações na eficácia e perfil de segurança relacionados à idade. Entretanto, quando a idade avançada está associada à diminuição da função renal, devem ser utilizadas as orientações enunciadas no Quadro l (ver Posologia) para se determinar a dose inicial de ZESTRIL. A partir daí, a posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

PRODUTO NOVO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO SUA EFICÁCIA E SUA SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

Produzido e distribuído por: AstraZeneca do Brasil Ltda.

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