Medicamentos para tratar a obesidade

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O tratamento da obesidade com medicamentos, estará indicado nos indivíduos com índice de massa corporal, ou seja, o peso dividido pela altura  ao quadrado, maior ou igual 30 kg/m2, quando as mudanças nos hábitos de vida (dieta com baixa caloria e exercícios físicos regulares) falharam em reduzir o peso corporal.

Indivíduos na faixa de sobrepeso (índice de massa corporal entre 25 e 29,9 kg/m2) e com doenças associadas (como as dislipidemias, hipertensão arterial e diabete melito), também são candidatos ao uso de medicamentos.O tratamento da obesidade com medicamentos  exige um acompanhamento médico periódico, pelo seus potenciais efeitos colaterais. 

Medicamentos disponíveis  para o tratamento  da obesidade:

– Anfetaminas:

São os medicamentos como o femproporex, dietilpropiona, anfepramona e mazindol. Essas medicações atuam aumentado a concentração de neurotransmissores cerebrais  (como a noradrenalina), causando anorexia (perda do apetite).Em geral, proporcionam reduções do peso na ordem de 5 a 8%.

Palpitações (inclusive arritmias cardíacas), elevação da pressão arterial (inclusive hipertensão arterial), boca seca, sudorese, constipação intestinal, ansiedade, irritabilidade,insônia, depressão e dependência química,  são possíveis efeitos colaterais  destes medicamentos.

– Sibutramina:

Esta medicação também atua em neurotransmissores cerebrais (serotonina e dopamina), aumentado a sensação de saciedade. Além disso, este medicamento acarreta um  aumento do gasto calórico, por aumentar levemente a pressão arterial e o batimento cardíaco. É particularmente útil em indivíduos compulsivos para doces e hidratos de carbono complexos (pães e massas).

Palpitações (inclusive arritmias cardíacas), elevação da pressão arterial (inclusive hipertensão arterial),  insônia, boca seca, constipação intestinal, dor de cabeça (cefaléia) e sintomas depressivos, são possíveis efeitos colaterais  deste medicamento. Ao contrário das anfetaminas, a sibutramina não causa dependência química. 

– Antidepressivos:

Alguns antidepressivos  como a fluoxetina, sertralina e a bupropiona, podem causar diminuição do apetite e combater a compulsão alimentar. Atuam em neurotramissores cerebrais (serotonina , noradrenalina e dopamina).A fluoxetina e a sertralina podem causar alterações da esfera sexual (diminuição da libido, impotência e dificuldade para ejaculação).

O efeito colateral mais comum da bupropiona é a insônia , no entanto, esta medicação costuma aumentar o desejo sexual. Esta droga em altas doses, pode acarretar um aumento do risco convulsões.

Estas medicações são preferidas nos obesos com distúrbios do humor (depressão) ou distúrbios alimentares (como o distúrbio do comer compulsivo).

– Topiramato: 

Este medicamento é um anticonvulsivante (medicamento usado para o tratamento de epilepsia), que é útil no combate da compulsão alimentar. Diminui o apetite, por ação antiglutamatérgica. Seus possíveis efeitos colaterais são: sonolência, tontura, irritabilidade , alterações da marcha, fadiga, distúrbios da fala, alterações do raciocínio, alterações da visão, dificuldade de memorização, anorexia, náuseas,  distúrbios de linguagem, distúrbios da concentração e atenção , depressão, labilidade emocional (humor variável), leucopenia (diminuição dos leucócitos) e nefrolitíase (pedra nos rins).

Este medicamento deve ter a sua dose aumentada e diminuída, de uma forma gradativa. A proporção de pacientes que abandonam o tratamento por efeitos colaterais é cerca de 20 a 30%.

– Orlistat: 

Este medicamento diminui a absorção intestinal  das gorduras. Seu principal efeito colateral é a esteatorréia (eliminação de fezes amolecidas e com gorduras).Por não atuar no cérebro e no sistema cardiovascular, não acarreta os efeitos colaterais dos medicamentos citados anteriormente. O orlistat  ajuda também no controle da glicemia e dos níveis de colesterol. 

Este medicamento deve ser evitado portadores de doenças intestinais, como a doença inflamatória intestinal.

– Rimonabanto:

Este medicamento atua em um sistema envolvido no acúmulo de gordura central (acima da cintura e dentro da cavidade abdominal), chamado de endocanabinóide. Além disso , atua nos sistemas que controlam a alimentação, prazer e motivação. Embora cause modestas reduções no peso (perda de cerca de 10% do peso em um ano), o rimonabanto acarreta expressiva melhora do metabolismo, com a redução dos níveis de glicemia e triglicérideos  e aumento dos níveis de HDL- colesterol ou "bom" colesterol.

Pode ajudar também no abandono do tabagismo.Tonturas , náuseas , irritabilidade , ansiedade , depressão e fadiga , são possíveis efeitos colaterais deste medicamento.O rimonabanto foi recentemente retirado do mercado, por efeitos negativos sobre o humor (depressão) de seus usuários. 

– Hormônio tireoideano:

O uso de levotiroxina só está indicado nos pacientes portadores de hipotireoidismo (função anormal da glândula tireóide).

www.portaldocoracao.com.br 

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