Mulheres que param de fumar apresentam rápida redução no risco de morte cardiovascular

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A fumaça do cigarro apresenta mais de 4.700 substâncias nocivas ao organismo humano. A nicotina é a substância responsável pelo desenvolvimento da dependência química.

Sabemos que o tabagismo crônico, considerado um transtorno psíquico, é um importante fator de risco para a aterosclerose (formação de placas de gordura ou ateromas nas artérias), doenças respiratórias crônicas e vários tipos de câncer.

A aterosclerose é a principal causa de morte no mundo ocidental. Entre suas manifestações clínicas temos a doença arterial coronariana, a qual poderá manifestar-se sob a forma de angina do peito, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e morte súbita. A cessação do tabagismo diminui significativamente a chance desses eventos cardiovasculares.

Um estudo recente avaliou o impacto positivo no risco de morte da cessação do tabagismo em mulheres. Um total de 104.519 mulheres participantes de um estudo realizado nos Estados Unidos (Nurses Health Study), foram divididas em três grupos: fumantes, ex-fumantes e não-fumantes. A ocorrência de morte por várias causas (doença cardiovascular, doença pulmonar crônica, câncer de pulmão e outras formas de câncer)  foram registrados ao longo de 22 anos de acompanhamento.

Os autores do estudo chegaram as seguintes conclusões em relação ao tabagismo e os riscos de morte: a proporcionalidade entre o aumento do número de cigarros fumados e o aumento do risco de morte é mais evidente para as mortes por doenças respiratórias; a idade do início do hábito de fumar influencia mais no risco de morte por doença pulmonar e câncer do que as mortes cardiovasculares; e, por, ultimo, o risco de morte cardiovascular foi o que declinou mais rápido após a cessação do tabagismo (mais de 60% após 5 anos de interrupção).

Fonte: JAMA.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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