Cardiomiopatia não compactada

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O ventrículo esquerdo é a principal câmara do coração, sendo responsável pelo bombeamento de sangue desse orgão em direção ao cérebro e ao demais orgãos do corpo, exceto para os pulmões (estes são irrigados a partir do bombeamento do sangue do ventrículo direito).

A cardiomiopatia não compactada é uma rara alteração do
desenvolvimento, caracterizada por aumento da trabeculação
do endocárdio, ao invés de um músculo cardíaco compacto,
tornando afilada a parede do ventrículo esquerdo.

Essas alterações predominam nos segmentos médios e apicais do ventrículo esquerdo, e podem cursar com insuficiência cardíaca (coração fraco, que causa cansaço e falta de ar ou fenômenos tromboembólicos (formação de coágulos dentro do coração, que podem ser liberados até o cérebro ou artérias periféricas, causando o acidente vascular ou oclusão arterial aguda).

O diagnóstico da cardiomiopatia dilatada foi inicialmente descrito com referência aos achados  ecocardiográficos (exame que avalia a estrutura do coração através de ondas de ultrassom), baseia-se na relação entre a espessura do músculo não compactado e o miocárdio
compacto normal adjacente.

Apesar de existirem questionamentos, considera-se que, pela ressonância magnética cardíaca, uma relação maior que 2,3
(a maior medida obtida em ao menos dois eixos longos,
durante a diástole) é capaz de diagnosticar essa doença com
grande acurácia.

O seu tratamento é voltado para o controle da insuficiência cardíaca e prevenção dos fenômenos tromboembólicos.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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