Novo gene poderá orientar o tratamento de hipertensos, sugere estudo

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A descoberta de um novo gene poderá contribuir para a escolha do melhor tratamento em pacientes hipertensos. Essa é a expectativa  dos pesquisadores da universidade de Maryland ( Baltimore, Estados Unidos ).

Estes pesquisadores descobriram uma variação genética, localizada no cromossomo dois, chamada de STK39 que relaciona-se com o controle da eliminação do sódio (sal) através dos néfrons ( pequenas unidades funcionais que compõem os rins). É nesse local também, que um grupo de medicamentos, chamados de diuréticos tiazídicos, atuam no controle da pressão arterial.

Esta variação genética foi encontrada em uma população de descendentes de imigrantes suíços, moradores da Pennsylnvania, nos Estados Unidos. Os indivíduos portadores dessa variação genética, apresentavam valores maiores da pressão arterial sistólica e diastólica (3,3 e 1,3 mmHg, respectivamente), quando comparados a outros elementos dessa população  que não eram portadores do gene STK39.

O Dr. Ying Wang , autor principal do estudo, acredita que cerca de 20% da população de indivíduos brancos , apresentem essa variante genética. A expressão de uma proteína ligada ao gene STK39, chamada de SPAK , poderá no futuro  auxiliar no tratamento da hipertensão arterial de duas formas: primeiro , permitindo o desenvolvimento de uma nova droga que atue especificamente sobre esta proteína e , segundo , identificando os indivíduos que responderão melhor aos diuréticos tiazídicos, comumente usados  no tratamento dos hipertensos.

Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences (2008).

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