O Brasil está despreparado para atender crianças cardiopatas

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Estima-se que de cada mil crianças brasileiras, cerca de oito nascem com doenças no coração. Porém, o Brasil está atrasado no que diz respeito ao tratamento de doenças congênitas, comparando a países desenvolvidos. Faltam recursos financeiros, profissionais capacitados e serviços de saúde preparados para atender essas crianças que, em geral, são encaminhadas aos grandes hospitais de São Paulo, submetidas a uma fila de espera para cirurgia, que pode chegar a dois anos, e, muitas vezes, morrem antes de conseguir tratamento.

Diante deste cenário, a SOCESP criou o Centro de Referência em Cardiopatias Congênitas, coordenado pela Cardiologista Pediátrica Dra. Ieda Jatene. O objetivo é capacitar os serviços de saúde das mais diversas cidades do estado de São Paulo a atender crianças cardiopatas, através do treinamento de neonatologistas, berçaristas, cardiologistas, pediatras e cirurgiões cardíacos, de forma que possam oferecer tratamento de qualidade e evitar o deslocamento da criança e da família para a capital paulista.

Doenças do coração em crianças:

Existem dois tipos de cardiopatias congênitas: as cianogênicas, doenças graves que devem ser tratadas com rapidez, às vezes, nas primeiras horas de vida da criança, e as acianogênicas, menos graves, que podem ser tratadas mais tardiamente, até mesmo, depois de alguns anos.

O tratamento da criança cardiopata é totalmente diferente do adulto. O organismo e as doses de medicação são diferentes e outros problemas de saúde, como desnutrição, interferem nos procedimentos.

Os sintomas das cardiopatias congênitas, que podem ser percebidos, são dificuldades para ganhar peso e crescer, infecções respiratórias de repetição, como pneumonia e gripe, cansaço excessivo nas mamadas, aspecto cianótico (pele roxa) e insuficiência cardíaca.

Fonte: Blog do Coração – www.socesp.org.br

www.portaldocoracao.com.br

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