Qual a melhor opção de prótese, para a substituição da válvula aórtica em idosos?

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A troca da válvula aórtica em idosos ( válvula de saída do coração ), principalmente por seu estreitamento e calcificação ( estenose aórtica calcificada ) é , atualmente , uma das modalidades de cirurgia cardíaca mais comum. Existe dois tipos de válvulas que pode ser usadas nestas cirurgias: as válvulas biológicas oe as metálicas.

Dois estudos  anteriores , compararam a evolução dos pacientes , após serem submetidos à troca valvular , com próteses mecânicas e biológicas. A evolução foi mais favorável  com a segunda ( biológica ) , mas o número de pacientes nestes estudos foi pequeno  , sendo que estes pacientes eram consideravelmente mais jovens do que os submetidos à troca de valva aórtica atualmente .

Por isso, uma publicação recente da revista Heart , comparou a evolução dos pacientes após a troca da válvula aórtica em  idosos, sendo que 36% das válvulas utilizadas , eram biológicas. Os pacientes que receberam este tipo de valva , eram mais velhos (77 versus 75 anos) , que os que receberam próteses metálicas e, possuíam geralmente mais doenças associadas.

Eles apresentaram uma razão de risco ajustada ligeiramente menor de morte , readmissão no hospital por hemorragias, embolia ou acidente vásculo-encefálico ( derrame cerebral ), e morte , porém , sua  razão de risco foi maior para a necessidade de uma reoperação ( nova cirurgia ). Contudo, as taxas de mortalidade  e complicações foram  maiores, do que as taxa de reoperação.

Portanto, em pacientes idosos submetidos a troca de válvula aórtica , aqueles que recebem uma válvula biológica , possuem um risco menor de morte e complicações, mas um maior risco de reoperação. Em vista das baixas taxas de reoperação, estes dados sugerem que valvas biológicas devem ser preferidas em idosos que necessitem trocar a válvula aórtica.

Fonte: Heart ( 2008).

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