Qualidade de vida – Parte 1

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A expectativa de vida e a melhoria da qualidade de vida têm crescido como cresce o número de pessoas para a chamada terceira idade. Em uma simples abordagem podemos entender que o primeiro terço da vida humana ocorre entre o nascimento até o trigésimo ano de vida, do 0 aos 30 anos, e que o segundo terço da vida é dos 30 aos 60 anos e o terceiro terço, chamado de “terceira idade”, corresponde dos 60 aos 90 anos ou mais. As pessoas têm sido levadas a refletir e também agir, tomando providencias com relação ao prolongamento da vida humana, mais do que qualquer outra época da história da humanidade. Os números das pesquisas apontam para um prolongamento significativo da vida humana, fazendo o homem permanecer mais tempo na terra do que épocas anteriores, porém a preocupação de oganizações mundiais, como a OMS (Organização Mundial da Saúde – http://www.who.int/en/ bem como especialistas na área do envelhecimento concentramse na qualidade deste envelhecimento que atinge a todos indistintamente. Estatísticas apontam um crescimento de idosos progressivo e pouco controlado; estas mesmas pesquisas da OMS, denunciam o despreparo dos governos e da população quanto a estes indicativos. Esta necessidade de adequar o “modo conduzente de vida” a um envelhecimento saudável passa a ser de responsabilidade governamental, mas principalmente pessoal. Muitos estão perguntando: Como será a minha terceira idade? Quanto tempo viverei e com qual qualidade?

Creio que todos nós entendemos que Qualidade de Vida se constrói a partir de práticas relacionadas ao “modo conduzente de vida”. Movimento, sono e menos stress são áreas de controle pessoal já bem conhecida, porém poucas pessoas têm planejado estas áreas de forma disciplinada que conduza a saúde. Estas 4 áreas exigem uma tomada de posição mais séria e mais adequada de cada um de nós, pois ela é absolutamente PESSOAL. Não dá para transferirmos as conseqüências de MAUS HÁBITOS para outra pessoa, ou seja, comer qualquer coisa a qualquer hora, não ter um programa de exercício REGULAR, não identificar e administrar os elementos extressores e dormir pouco ou muito ou ainda com má qualidade, durante anos, gera em qualquer uma má qualidade de vida. Agindo assim não posso querer que não haja conseqüências ruins em minha saúde nem que outras pessoas assumam os sintomas. Como errado e não faço exercícios… as conseqüências são somente minhas, isto é duro de encarar, pois a responsabilidade de decisão de ser e viver assim é pessoal e intransferível.

Descrevo abaixo, algumas dicas práticas para você melhorar seu “modo conduzente de vida” e proporcionar, por escolha de comportamento pessoal, a construção de uma melhor Qualidade de Vida:

Movimente-se mais e de forma específica:

Especialistas são unânimes em afirmar que: “exercício físico não é mais opção é uma obrigação!” Indivíduos que se movimentam pouco envelhecem mais rápido e quase sempre com patologias (doenças) associadas. Portanto, pondere essa DICA, mas lembrese, consulte o seu cardiologista antes de aventurarse a prática de exercício. Pois como dizem: “não coloque o seu carro na estrada para uma viagem, sem antes fazer uma revisão em um confiável mecânico, pois você pode ficar na estrada, ou, o que é pior, ser rebocado!”

Exercícios cardiovasculares como os exercícios de força são indispensáveis em qualquer programa de melhora de Qualidade de Vida, por quê?

Porque exercícios cardiovasculares melhoram a função cardíaca e o sistema circulatório, é esta categoria de exercícios que mais ajudam a controlar a pressão arterial, o nível de açúcar no sangue e colaborar fortemente para que placas de ateroma (ateroma, consiste em uma placa fibro gordurosa localizada) “não sejam” formadas em suas artérias. Porque exercícios de força melhoram significativamente a massa muscular, aumentam a força e a resistência de seus músculos e estimulam a melhoria da massa óssea. Esta categoria de exercícios seguramente oferece ao praticante o combate a sarcopenia (sarcopenia, redução da massa muscular associada com a idade) e a osteoporose (osteoporose, doença a qual os ossos se tornam frágeis e susceptíveis a fratura) melhorando o sistema muscular e ósseo.

Dicas de um Programa de exercícios cardiovascular, para iniciantes (após consulta com os profissionais: cardiologista e prof. de educação Física):

Caminhe por 30 minutos da seguinte forma: 5 minutos iniciais, aumente a velocidade, seu ritmo, de forma progressiva. 20 minutos, mantenha uma velocidade regular, porém que seja moderada, sintase em uma “caminhada fitness” e não em passeio de shopping, ou seja, ponha velocidade, mas MODERADA. Balance os braços um pouco além do normal, segundo pesquisa da Nike, há um aumento de 7% no gasto calórico, vale a pena. 5 minutos finais desacelere, diminua seu ritmo aos poucos até os 30 minutos. ALONGUE, no final de sua “caminhada fitness”.

Freqüência: você poderá caminhar de 4 a 7x por semana, pesquisas apontam uma melhora significativa quando há um mínimo de 4x na semana.

Dicas de um Programa de exercícios de força, para iniciantes. (após consulta com os profissionais: cardiologista e prof. de educação Física):

Programa de exercícios de força:

exercícios de força devem abranger as 9 regiões mais importantes: peitorais, dorsais, bíceps, tríceps, ombro, abdome, coxa anterior e posterior, e panturrilha. as séries devem estar entre 8 a 15 repetições com interválos entre as séries de 1 minuto ou mais. a carga, ou peso, deve ser moderado, estabelecida por critério do profissional. a freqüência poderá ser de 2 a 3 x por semana conforme o programa.

Programas de exercícios devem ser elaborados por profissionais de Educação Física, credenciados: http://www.confef.org.br/extra/crefs/

Por: Prof. Júlio César Vallim – cref: 004424 G PR

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