Reabilitação cardiopulmonar e metabólica: Quem deve fazer?

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O termo reabilitação cardiopulmonar e metabólica (RCPM) por sua abrangência , vem substituindo a palavra  reabilitação cardíaca , embora esta ainda seja mais comumente utilizada. A  RCPM abrange todo o processo educativo, no qual  o paciente deve ser provido de informações básicas sobre os mecanismos de sua (s) doença (s) ; relação da (s) doença (s) com a atividade física , atividade sexual e de trabalho ; mecanismos de ação dos seus medicamentos ; reformulação dos  hábitos alimentares ; cessação completa do tabagismo e o controle do estresse. Cabe enfatizar que as evidências científicas dão mais relevância ao treinamento físico, tornando-o a principal intervenção neste processo de RCPM.

No Brasil, o custo de uma angioplastia coronariana , com colocação de apenas um  stent farmacológico ( que libera medicamento ) , é de aproximadamente R$ 16.000,00. Com este recurso, caso a reabilitação custasse R$ 300,00 mensais, seriam possíveis mais de quatro anos de um programa de treinamento físico supervisionado ( por profissional da saúde , médico e fisioterapeuta ) para um paciente ou o atendimento de mais do que  50 pacientes ao mês em programa estruturado  de RCPM.

Indicações:

Segundo a diretriz de reabilitação cardiopulmonar e metabólica (RCPM) , da Sociedade Brasileira de Cardiologia ( janeiro de 2006 ), esta deverá ser indicada nas seguintes situações , visando uma prevenção primária  ( pacientes com fatores de risco mas que ainda não tiveram um evento cardiovascular ) ou secundária ( antecedentes de evento cardiovascular  ) :

– Doença arterial coronariana :

A indicação da RCPM para pacientes coronariopatas (antecedentes de angina do peito , infarto do miocádio , angioplastia coronariana ou cirugia de ponte de safena) , torna-se inquestionável diante das evidências dos estudos sobre custo-efetividade ( análise de custo versus resultados)  e do número de indivíduos que necessitam ser tratados para que o benefício do tratamento seja alcançado ( evitar a morte e/ou infarto do miocárdio não fatal )  , aquilo que chamamos de  NNT ( número necessário de pacientes tratados ). Após um infarto do miocárdio , o NNT anual é cerca de 112 a 187 para a reabilitação , ou seja , a cada 112 a 187 pacientes tratados por um ano , uma morte é evitada.

– Insuficiência cardíaca:

Em pacientes com insuficiência cardíaca os estudos sobre o custo-efetividade do tratamento por meio da RCPM têm mostrado resultados mais expressivos do que os referentes a doença arterial coronariana. Nos pacientes mais graves, com indicação para transplante cardíaco, a reabilitação prévia à cirurgia pode melhorar as condições gerais, tornando mais seguros o ato cirúrgicoe o pós-operatório. Nestes casos o objetivo maior volta-se à melhora da capacidade funcional , que auxilia na otimização do tratamento e por vezes posterga ou torna desnecessário o transplante cardíaco.

– Hipertensão arterial:

A análise de diversos estudos , documentaram a redução significativa da pressão arterial sistólica e diastólica, não somente em portadores de hipertensão arterial sistêmica, mas também em indivíduos normotensos.

– Outras indicações :

Doença arterial periférica , obesidade , síndrome metabólica , diabete melito e pacientes de alto risco cardiovascular.

Fonte : Diretriz de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica (RCPM) da Sociedade Brasileira de Cardiologia(2006).

www.portaldocoracao.com.br

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