São Paulo aprova lei que autoriza entrada de animais de estimação em hospitais municipais

0
421

Desde o início de fevereiro, pacientes internados na rede municipal da capital paulista podem receber um novo tipo de visitante: seus bichos de estimação. A prefeitura de São Paulo promulgou a lei municipal n.º 16.827 em 6 de fevereiro, autorizando a Terapia Assistida por Animais (TAA) nos hospitais da rede municipal.

De autoria do vereador Rinaldi Digilio, a norma teve como justificativa o fato de que muitos animais de estimação são considerados membros da família, e de que um paciente internado pode encontrar um refúgio de carinho e alegria em seu pet.

A lei tem ressalvas: os animais precisam estar higienizados, com a vacinação em dia, e ter um laudo veterinário comprovando boa saúde. Ainda, confere à comissão de infecção hospitalar de cada hospital a autoridade de permitir ou negar a entrada do animal.

De acordo com o texto, os animais deverão estar em caixa ou recipiente adequado ou, no caso de cães e gatos , em guias presas por coleiras e, se necessário, focinheiras ou enforcador. A lei não especifica quais espécies estão autorizadas.

De acordo com o infectologista Dr. Marcos Cyrillo, o ideal é que apenas cães e gatos sejam liberados. Ele não aconselha a entrada de aves, répteis e anfíbios pela dificuldade de compreensão sobre a saúde do animal. Segundo ele, é mais fácil famílias com cães e gatos conseguirem o laudo veterinário do que animais exóticos.

O hospital, porém, tem o respaldo da lei para criar normas e procedimentos, e definir o tempo em que o animal permanecerá com o paciente, que deve ter a autorização do médico responsável para a visita.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) se posicionou, por meio de nota, em favor da lei. O Dr. Antônio Pereira Filho , conselheiro do Cremesp, explica que a entidade decidiu pelo apoio por conta das evidências que comprovam a eficácia da Terapia Assistida por Animais (TAA).

“Há vários estudos mostrando uma melhor resposta ao tratamento em pacientes que mantêm contato com seus pets. Está provado que melhora a recuperação. Em crianças, é excepcional, diz.

Fonte: Medscape.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here