Tabagismo passivo, na infância ou adolescência, diminui as taxas de fertilidade, diz estudo

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O tabagismo passivo é definido como a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros que produzem de fumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados.

A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada de poluição tabagística ambiental (PTA) e, segundo a Organização Mundial  de Saúde (OMS), é a de maior importância e intensidade nestes ambientes fechados. O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

Mulheres expostas ao fumo passivo na infância ou na vida adulta têm mais chances de enfrentar dificuldades para engravidar ou de sofrer abortos espontâneos. Estas são as conclusões de um estudo, realizado na universidade de Rochester (Estados Unidos). Este é a maior estudo já realizado,  tentado comprovar à associação entre tabagismo passivo, taxas de fertilidade  e abortos espontâneos.

A pesquisa envolveu  cerca de 4.800 mulheres não-fumanters. Os pesquisadores constataram que 40% daquelas que eram expostas à fumaça do cigarro por seis horas ou mais por dia  tiveram dificuldade para engravidar ou sofreram abortos espontâneos.Mulheres expostas ao cigarro na infância tiveram 1,27 vez mais chances de ter problemas com a gravidez.

Já entre as mulheres que conviveram com fumantes na vida adulta, o risco foi 1,3 vez maior. A comparação em ambos os casos foi feita em relação a mulheres que viveram em ambientes  livres de cigarro. No estudo, 4 em 5 mulheres disseram terem sido expostas à fumaça em algum momento da vida, com metade delas tendo crescido em uma casa com pais fumantes. Em relação aos abortos, 12,4% relataram múltiplos abortos espontâneos.

Sabemos que o cigarro contém toxinas que, supostamente, podem danificar o material genético das células reprodutivas, inibindo a fertilização , e aumentando o risco de abortos espontâneos, por influir na produção de hormônios necessários ao desenvolvimento da gravidez.  O autor principal do estudo afirma que "é preciso cautela na interpretação dos resultados porque,  até a presente momento, não conseguimos estabelecer definitivamente uma relação de causa e efeito entre fumo passivo e infertilidade"

Fonte: Tobacco Control(2009).

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