Teste ergométrico ( teste de esforço ) : indicações e riscos do exame

0
145

O teste ergométrico  é o registro da atividade elétrica do coração durante o esforço físico . Além dos achados do eletrocardiograma durante o esforço , o teste de esforço ainda permite avaliar o comportamento da pressão arterial   ,  sintomas e a aptidão física do paciente  .

Em relação as doenças cardiovasculares , o teste de esforço é utilizado para o diagnóstico , avaliação do tratamento ou estimativa de complicações futuras ( prognóstico ) .  Na grande maioria dos casos, o teste de esforço é realizado com esteira , no entanto , a bicicleta também poderá ser utilizada . O teste de esforço pode ser parte integrante de outros exames como a cintilografia de perfusão  miocárdica , o ecocardiograma de estresse e a ergoespirometria.  

Orientações antes do exame: 

– O paciente deverá realizar uma refeição leve , no mínimo duas horas antes do exame . Deverá comparecer ao local com roupa apropriada para a prática de exercício físico ( short , moleton , tenis , etc…). Mulheres deverão comparecer ao local do exame com sutiã. Nos homens  , poderá ser necessária a raspagem dos pelos do tórax ( tricotomia ).

– Os medicamentos de uso contínuo poderão ou não ser suspensos , de acordo com a finalidade do exame ( para diagnóstico ou para avaliação do tratamento ). Em caso de dúvida , consulte o médico solicitante do exame. Caso seja necessária a suspensão dos medicamentos , o tempo desta suspensão poderá variar de 1 até 30 dias , dependendo do medicamento. Geralmente o médico solicitante ou mesmo a secretária do local aonde será realizado o teste , poderá orientar o paciente neste aspecto .

Como é feito ?

– O teste de esforço deverá ser realizado em um local apropriado para o exame ( médico treinado , equipamento adequado e material de emergência, incluindo equipamento para desfibrilação ).

– O teste de esforço consiste em submeter o paciente a  um esforço físico crescente  , através da utilização de um ergômetro , que pode ser uma esteira ( o mais comum ) ou uma bicicleta. Utilizam-se protocolos (  programas que determinam a forma de acelerar e/ou inclinar a esteira ), de acordo com  as características clínicas do paciente e a finalidade do exame.

– Antes de iniciar o teste de esforço , realiza-se um eletrocardiograma  de repouso e a medida da pressão arterial. A medida que o paciente realiza o esforço físico , é obtido um registro eletrocardiográfico contínuo ( gravado no computador ) , além de medições períodicas da pressão arterial por um auxiliar  .

– Periodicamente , será perguntado ao paciente a respeito de seus sintomas ao esforço , como cansaço ( esse deverá ser quantificado ) , falta de ar , dor no peito , peso nas pernas , tonturas , etc… . Após o término do esforço , realiza-se na recuperação , um novo eletrocardiograma e um nova medida da pressão arterial. 

– Geralmente o objetivo do teste de esforço é fazer com que o paciente atinja pelo menos  85% da freqüencia cardíaca máxima ( FCM ) . A  FCM é obtida pela fórmula 220 – a idade . Por exemplo : um paciente de 40 anos terá uma FCM  teórica de  180  (  resultado de 220-40 ) batimentos por minuto ( bpm ). Durante o teste ergométrico , este paciente deverá atingir cerca de 153 bpm , ou seja , 85% de 180 bpm.

 – O exame ainda poderá  ser interrompido pela presença de exaustão   física ,   anormalidades graves do eletrocardiograma , aparecimento de angina do peito severa , elevação excessiva da pressão arterial ou outras situações indicativas de risco associadas ao esforço físico .

Indicações :

– Diagnóstico de doença arterial coronariana  ,   comprometimento das artérias do coração por placas de gordura ou ateromas , em pessoas com dor  torácica ou não , desde que haja uma suspeita da doença  . É importante salientar que o teste de esforço apresenta limitações para o diagnóstico desta doença , pois a sensibilidade ( capacidade do teste de esforço em diagnosticar a doença ) e a especificidade ( correlação do teste de esforço alterado com a presença real da doença  ) são inferiores a 70% e 80%, respectivamente . Logo , existem casos de teste de esforço  falso-positivos ( o teste de esforço   altera , mas não há doença  ) e falso-negativos ( o teste de esforço é normal , mas o paciente apresenta doença ).

–  Avaliar o risco de complicações futuras em pessoas com doença arterial coronariana já conhecida.

–  Após o infarto  do miocárdio  ,  dias após o início do quadro , para avaliar a condição cardíaca do paciente  para o retorno das atividades físicas.

–  Em pessoas assintomáticas que sejam diabéticas , que desejem iniciar um exercício físico vigoroso ou tenham uma profissão que coloque em risco outras pessoas.

–  Em pessoas assintomáticas que desejem realizar atividades físicas competitivas ( atletas profissionais ). 

–  Em pessoas assintomáticas que desejem realizar exercícios físicos e que tenham fatores de risco para a doença arterial coronariana. 

–  Avaliar a condição cardíaca de algumas pessoas com doenças das válvulas cardíacas.

– Avaliar a condição cardíaca de pacientes que serão submetidos ou que foram  submetidos a uma angioplastia coronariana  ou uma cirurgia de ponte de safena.

– Avaliar a condição cardíaca de pacientes com arritmias e distúrbios de condução elétrica do coração ou que tenham  um marcapasso artificial .

– Como parte integrante de outros exames como a cintilografia de perfusão miocárdica , ecocardiograma de estresse e ergoespirometria .

Riscos: 

Em geral , o teste ergométrico é um exame muito seguro. Na população geral , a ocorrência de complicações graves ( ex : infarto do miocárdio ou arritmias cardíacas graves ao esforço ) é de cerca de 0,05% , ou seja , uma complicação em cada 2.000 exames . O risco de morte é ainda menor :  uma morte  em cada 10.000 exames ( 0,01% ).

www.portaldocoracao.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here