Transplante de células-tronco pode curar diabéticos do tipo 1, diz pesquisador brasileiro

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O diabete melito do tipo 1 é uma doença causada pela destruição do tecido do pâncreas, geralmente secundária a um processo imunológico (por ação de anticorpos). Desta forma, este orgão não produz mais a insulina, o hormônio que permite a entrada do açúcar (glicose) para dentro das células.

Grupos de pesquisadores liderados pelo imunologista Júlio Voltarelli (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo), revelam que o pâncreas do paciente com de diabete tipo 1 pode voltar a funcionar após transplante de células-tronco do próprio paciente.

Os autores vinham acompanhando 23 voluntários há quase cinco anos e perceberam que o nível do peptídeo-C, indicador da quantidade de insulina produzida pelo corpo, aumentou nos pacientes submetidos a esta modalidade de tratamento. Essa substância é liberada pelo pâncreas na corrente sangüínea cada vez que uma molécula de insulina é produzida. Ou seja, quanto maiores suas taxas, maior a produção de insulina e menor o risco de complicações associadas à doença.

Segundo Dr. Voltarelli, o nível do peptídeo-C dos pacientes não só deixou de cair como também aumentou. "Esses pacientes estão produzindo mais insulina do que quando chegaram até nós", afirmou o pesquisador. Segundo ele, onze voluntários não usam mais o hormônio sintético. "Se não precisarem voltar a tomar as doses insulina, eles estão curados, mas todos continuam sendo observados",explica.

Oito deles ainda necessitam do hormônio sintético, mas em doses muito baixas. Apesar de não produzir todo o hormônio de que necessitam, eles passaram a produzir mais peptídeo-C, isso é, o pâncreas está funcionando melhor também nessas pessoas.

Fonte:Hemocentro da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -USP (2009).

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