Tratamento da estenose aórtica, por cateterismo, poderá substituir cirurgia – dizem especialistas

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Seguro Social no tiene previsto implementar un programa de cateterismo de emergencia cardíaca.

Um recente editorial da Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva, aborda a perspectiva do tratamento da estenose (estreitamento) da válvula aórtica, através de uma modalidade de cateterismo cardíaco. O tratamento clássico da estenose aórtica tem sido a troca da válvula doente, por uma prótese, através de uma cirurgia cardíaca.

A estenose aórtica, geralmente, é causada por uma deposição progressiva de cálcio. Esta válvula regula a saída do sangue do coração em direção ao cérebro e o restante do corpo. A estenose aórtica afeta cerca de 5% dos idosos com mais de 75 anos de idade.

A substituição cirúrgica da valva aórtica era, e ainda é, o tratamento padrão para os pacientes com estenose grave sintomática. No entanto – apesar do mau prognóstico com o tratamento por medicamentos – muitos pacientes não se submetem à cirurgia em decorrência do alto risco operatório, causado por doenças associadas como a hipertensão pulmonar, doença pulmonar obstrutiva grave, insuficiência renal crônica, cirurgia cardíaca prévia, entre outras.

Por isso, uma opção de tratamento efetiva e de menor risco, torna-se muito atrativa. No Rio Grande do Sul, o Dr. Sarmento Leite e seus colaboradores, relataram os resultados dos três primeiros implantes, via cateterismo, da válvula aórtica. Todas as três pacientes eram mulheres, com idade superior a 80 anos. Esse método consiste em introduzir um cateter através de uma artéria na virilha (femural) até o coração. A ponta do cateter é posicionada no orifício da válvula estreitada. Depois, a prótese localizada na ponta do cateter (feita de pericárdio de porco) é expandida sob a válvula estreitada.

O Dr. Sarmento Leite concluiu, em sua experiência inicial, que essa técnica é factível e confiável. A curva de aprendizagem do procedimento, nos últimos três anos, incluiu o desenvolvimento de várias técnicas de implante, assim como de várias estratégias intervencionistas de resgate para lidar com resultados iniciais aquém do ideal.

Com isso, a incidência de complicações graves tem sido cada vez menor. Acidentes vasculares cerebrais (derrames cerebrais) ocorrem em menos de 3% dos casos e a mortalidade durante o procedimento está próxima de zero, nas últimas séries de implante de válvula aórtica através de cateterismo. Essa nova opção de tratamento, em breve, deverá ocupar um papel importante no tratamento da estenose aórtica grave.

Fonte: Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva (2008).

Texto revisado por Nícia Padilha.

www.portaldocoracao.com.br

 

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