Tratar a hipertensão arterial em idosos com mais de 80 anos pode diminuir o risco de demência

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A demência é uma complicação da hipertensão arterial crônica em idosos  , caracterizando-se pelo prejuízo das funções mentais e cognitivas , acarretando significativo prejuízo da qualidade de vida .O tratamento da hipertensão arterial em octagenários era motivo de controvérsias , pois as evidências científicas ainda eram escassas.

Recentemente ( abril de 2008 ) , foi apresentado no congresso do Colégio Americano de Cardiologia ( Chicago – EUA )  , um estudo  chamado de HYVET ( Hypertension in the Very Elderly Trial ) , o qual incluiu cerca de 4000 mil octagenários , que foram divididos em dois grupos: um grupo recebeu placebo e , o outro grupo , recebeu um ou dois medicamentos antihipertensivos. A pressão arterial sistólica incial desses pacientes era maior ou igual a 160 mmHg ( até 199 mmHg ) . O objetivo do tratamento , era reduzir a pressão arterial sistólica para níveis iguais ou inferiores a 150 / 80 mmHg.

No grupo de pacientes tratados , houve uma redução significativa de casos de derrame cerebral ( acidente vascular cerebral ou AVC ) , insuficiência cardíaca e morte. Esse é o primeiro grande estudo em octagenários , que demonstra de forma inequívoca , os benefícios em se  reduzir a pressão arterial , para níveis próximos de 150/80 mmhg ou menos.

Um subanálise do estudo HYVET , voltada para avaliar o risco do desenvolviemento de demência  , demonstrou indícios que o tratamento da hipertensão arterial em octagenários , pode reduzir o risco dessa doença em cerca de 13% .Embora esses achados não seja conclusivos , crescem as evidências , que tratar a hipertensão arterial em octagenários , pode , além de diminuir o risco de insuficiência cardíaca ou  derrame cerebral , também diminuir o risco de demência de causa vascular.

Fonte:Lancet Neurology ( 2008 ).

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