Uso da aspirina em mulheres para a prevenção cardiovascular

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A diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, para  prevenção das doenças cardiovasculares em mulheres , sugere a utilização da aspirina (ácido acetilsalicílico) em algumas situações específicas .

A aspirina é um medicamento antiplaquetário, ou seja, que inibe a ação das plaquetas do sangue, envolvidas do processo de formação de coágulos sangüíneos ( trombose ). No entanto , essa medicação não é destituída de riscos ou efeitos colaterais quando usada à longo prazo. Neste aspecto , podemos citar a agressão da mucosa do estômago , predispondo seu usuário a quadros de gastrite , úlcera e sangramentos digestivos.

Sangramentos em outros locais do corpo , como no cérebro ou aparelho urinário , embora mais raros , também poderão ocorrer. A aspirina também pode causar reações alérgicas de gravidade variável.

Indicações para uso da aspirina em mulheres , visando a prevenção cardiovascular:

– Em mulheres com 65 anos de idade ou mais , visando prevenir um acidente vascular cerebral (derrame cerebral) , desde que , haja um risco aceitável para sangramentos.

– Em mulheres de alto risco cardiovascular (75 a 325 mg ao dia) . Fazem parte desse grupo , as mulheres diabéticas , aquelas com  alto risco cardiovascular (mais de 20% de chance de morte ou infarto em 10 anos) avaliado pelo escore de risco de Framingham ou portadoras de doença aterosclerótica comprovada (placas de gordura nas artérias).

Neste último caso , temos as mulheres com histórico de angina do peito , infarto do miocárdio , angioplastia coronariana , cirurgia de ponte de safena , doença arterial periférica , aneurisma da aorta , isquemia cerebral ou derrame cerebral isquêmico. Em mulheres de alto risco cardiovascular , a aspirina poderá ser substituída pelo clopidogrel , nas pacientes intolerantes ao medicamento (por alergia ou sintomas digestivos).

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