Variação genética indica os diabéticos sob maior risco de um ataque cardíaco

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A doença arterial coronariana  é a principal causa de morte entre os pacientes diabéticos do tipo 2 . Esse tipo de diabete , costuma surgir após os 40 anos de idade e associa-se com o acúmulo central ( acima da cintura ) de gordura. A chance de um diabático sofrer um primeiro infarto do miocárdio ( ataque cardíaco ), é a mesma de um infartado não-diabético de sofrer um segundo infarto.

Enquanto  cerca de 40% da população morre por doenças cardiovasculares , esse percentual sobe para mais de 60% na população dos diabéticos. Dois estudos recentes , têm demonstrado que a presença de uma variação genética  do cromossomo 9P21 , associa-se ao desenvolvimento de aterosclerose ( presença de placas de gordura ) nas artérias coronárias. Esse processo  é a principal causa do infarto do miocárdio. 

Um estudo  realizado na cidade de Boston ( Estados Unidos ) , incluiu cerca de 475 pacientes diabéticos do tipo 2 , que foram acompanhados durante o período de 1993 até 2004. Em todos os participantes , a variação genética do cromossomo 9P21  foi pesquisada. Ao final de 10 anos , a mortalidade  entre os diabéticos  era de 43% naqueles que apresentavam a variação genética 9P21 , associada a um pobre controle dos níveis glicêmicos ( taxas  de açúcar  no sangue , avaliada pela hemoglobina glicosilada ).

Essa mortalidade era menor ( cerca de 30% ) , nos diabéticos com um pobre controle glicêmico , mas sem a variação genética 9P21 . Cerca de 40% dos diabéticos do tipo 2 , portadores comprovados de doença arterial coronariana , apresentam a variação genética 9P21. Embora o número de pacientes diabéticos estudados ainda seja muito pequeno , cientistas acreditam que a pesquisa da variação genética 9P21  possa ser útil no futuro , visando identificar diabéticos do tipo 2 que estão sob maior risco para um ataque cardíaco.

Fonte: JAMA ( 2008 ).

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