Vastatinas: os medicamentos para a redução do colesterol mais prescritos em todo o mundo

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As vastatinas ou estatinas , são medicamentos que certamente revolucionaram a medicina . Atualmente , essas drogas , são as mais prescritos para o tratamento do colesterol , estando na lista geral dos medicamentos mais prescritos em todo o mundo . As vastatinas demonstraram , através de grandes estudos , que são efetivas para prevenção primária e secundária das doenças cardiovasculares , ou seja , diminuem o risco de um primeiro evento cardiovascular ( como o infarto do miocárdio ) ou a recorrência dos mesmos.

Estes medicamentos inibem uma enzima ( HMG-CoA redutase ) , responsável pela formação do colesterol dentro das células . Essa inibição acarreta um aumento do número de receptores para captar o LDL-C ( colesterol “ruim” ) nas células do fígado , que então removem mais o LDL-C ( além de outras gorduras ) do sangue , para repor o colesterol que falta dentro das células. Estes medicamentos reduzem os níveis de LDL-C na faixa de 15% a 60% em adultos. As vastatinas disponíveis no mercado , ( por ordem crescente de potência em dose máxima ) são : pravastatina , fluvastatina , lovastatina , sinvastatina , atorvastatina e rosuvastatina .

A duplicação da dose das  vastatinas acrescenta , em média , uma redução de 6% no LDL-C ( ex: aumentar a dose de sinvastatina de  20 para 40 mg ). Esses medicamentos , reduzem os triglicerídeos em 7% a 28% e elevam o HDL-C (   colesterol “bom”   )  em 2% a 10%. As vastatinas reduzem a mortalidade    por   doença   cardiovascular   e    a    incidência de  eventos isquêmicos coronarianos agudos ( angina instável e infarto do miocárdio ) , necessidade   de    revascularização do miocárdio ( por angioplastia ou cirurgia de “ponte de safena” ) e o risco de um derrame   cerebral  . Um   aspecto interessante , é que essa redução de risco também pode ser influenciada   por   pequenas  reduções da pressão arterial , causadas pelas vastatinas .

As vastatinas devem ser administradas por via oral , em   dose   única  diária , preferencialmente à noite para os medicamentos   de    meia-vida   curta   ou   em   qualquer   horário , naqueles com meia-vida maiores , como a atorvastatina e a rosuvastatina. O   efeito   terapêutico só será   mantido   com doses diárias, não devendo o medicamento ser suspenso ou usado em dias alternados , salvo haja efeito colateral ou contra-indicação clínica.

Os efeitos colaterais são raros durante o tratamento com as vastatinas. Os mais graves,   como     a     hepatite    ( inflamação do fígado ) ,    miosite ( inflamação dos músculos ) e a rabdomiólise ( lesão do tecido muscular afetando os rins ), são observados ainda mais raramente.   No   entanto , para identificar possíveis efeitos adversos recomenda-se , antes do início da medicação , a dosagem dos níveis de   uma   enzima    muscular  ,     a creatinofosfoquinase ( CPK ) e das transaminases hepáticas ( especialmente da alanina aminotransferase   ou   TGP e a aspartato aminotransferase ou TGO ) e a repetição das mesmas , na primeira reavaliação ou a cada aumento da   dose  do medicamento.   

Recomenda-se   a  monitorização cuidadosa em pacientes que apresentarem dor muscular e ou aumento da CPK . As   vastatinas devem ser suspensas caso ocorra um ou mais dos seguintes critérios: aumento progressivo da CPK , aumento da CPK acima de 10 vezes    o    limite   da    normalidade ,   persistência dos   sintomas musculares ( como dores musculares ) , aumento das transaminases superior a 3 vezes o limite da normalidade ou sinais de toxicidade hepática  ( olhos amarelados , aumento do fígado e alterações das provas de função hepática ). Nestas situações , após a normalização do   distúrbio    que   levou à suspensão , a mesma vastatina com dose menor pode ser reiniciada ou outra vastatina poderá    ser    tentada. 

Lembramos   que não há contra-indicação do uso de vastatinas em pacientes com doenças crônicas do fígado , doença do fígado ou esteatose ( fígado gorduroso )  não-alcoólicas.    As   vastatinas  são contra-indicadas em pacientes com doenças do fígado agudas, como a hepatite viral .

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