Cirurgia de ponte de safena : Resultados

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Mortalidade  imediata:

A cirurgia    de    ponte   de  safena  (revascularização miocárdica) ,  na  doença  arterial coronariana ( formação de placas de gordura ou ateromas   nas    paredes das    artérias do coração) , tem sido largamente estudada, podendo ser considerada como a mais analisada em toda a história da cirurgia. O risco de morte hospitalar , está relacionado à seleção (gravidade) dos pacientes e à experiência da equipe cirúrgica . A maioria dos estudos demonstra os seguintes fatores de risco para mortalidade hospitalar: idade  avançada , cirurgia prévia , disfunção ventricular (dificuldade de bombeamento do sangue pelo coração) , necessidade de  cirurgia de emergência, choque cardiogênico (falência cardíaca associada a queda da pressão arterial) e doenças associadas  (exemplo: insuficiência renal , doença pulmonar crônica e diabete melito). Sexo feminino e lesão de tronco da artéria coronária esquerda são fatores de risco, embora menos significantes que os demais. Não existe um risco cirúrgico padrão para a cirurgia de ponte de safena. Muitas variáveis podem determinar diferentes mortalidades, que variam de  1 a 10% , mas  em geral , o risco de morte é inferior a 5% . 

Morbidade (complicações) perioperatória : 

Estão relacionadas , principalmente, com infarto  do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame cerebral) e mediastinite (infecção do mediastino , local do tórax que abriga o coração e os grandes vasos , entre os pulmões). O  infarto do miocárdio está presente entre 1-5%, e a proteção miocárdica é o principal fator de prevenção. O derrame cerebral é encontrado de 1-3%,  geralmente associado  a placas de ateromas  nas acarótidas ,  fibrilação atrial e placas de ateroma na aorta ascendente. A redução desses acidentes pode ser feita com ecodoppler prévio das carótidas, tratamento da fibrilação atrial perioperatória e evitando manuseio da aorta. A mediastinite está relacionada com o tempo de cirurgia, presença de diabete melito e uso de artéria mamária interna para a realização da ponte.

Resultados tardios: 

Dependem de vários fatores , como a extensão da doença coronariana ,  resultado da cirurgia ,  progressão da aterosclerose nos vasos coronarianos e  impacto de doenças não-cardíacas. Uso da artéria mamária como ponte  para a artéria  descendente anterior  e a revascularização completa (colocação de pontes em todas as artérias afetada) são as duas principais variáveis relacionadas com bom resultado em longo termo.

As variáveis que estão relacionadas com um pior resultado em longo prazo são alteração da função ventricular (dificuldade de bombeamento de sangue pelo coração), insuficiência cardíaca , estenose triarterial (de três artérias coronárias) , lesão de tronco da artéria coronária esquerda , idade avançada e diabete melito. Entretanto, essas variáveis não são contra-indicações para a cirurgia, porque também constituem prognóstico desfavorável quando o paciente recebe tratamento apenas clinico. O importante é estabelecer o grupo em que se enquadra melhor um determinado paciente.

Fonte: Diretrizes de Cirúrgia Revascularização Miocárdica Valvopatias e Doenças da Aorta (  2004 ) .

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