Dispositivo eletrônico poderá revolucionar o tratamento dos hipertensos graves, diz estudo

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O quadro de hipertensão arterial que não pode ser controlado, ou seja, os níveis da pressão arterial não são reduzidos para valores inferiores à 140/90 mm Hg, mesmo com o uso de 3 medicamentos diferentes (sendo um deles um diurético), é chamado de hipertensão arterial resistente.

Embora esse grupo de hipertensos resistentes corresponda a menos de 10% do total de pacientes, esta é uma situação clínica muito grave pelo elevado índice de complicações cardiovasculares.

Um novo dispositivo eletrônico implantável chamado de Rheos Hypertension System, poderá revolucionar o tratamento da hipertensão arterial resistente. Este equipamento consiste em dois eletrodos ligados a uma bateria, que estimulam os seios carotídeos (estruturas localizadas nas artérias carótidas do pescoço), causando diminuição da pressão arterial, do batimento cardíaco , dilatação dos vasos e aumento da diurese.

Um estudo apresentado no congresso do American College of Cardiology  (Orlando, Estados Unidos) avaliou 61 pacientes com hipertensão arterial estágio 2 (160 mm Hg ou mais de pressão arterial sistólica) resistentes à ação de 3 ou mais medicamentos (um deles era um diurético).

A eficácia do dispositivo foi avaliada em 3 meses, um ano, dois anos e três anos após o implante. Os pacientes podiam personalizar o tratamento alterando a voltagem do dispositivo. Em média, a pressão arterial sistólica foi reduzida em 25 mm Hg após um ano, 22 mm Hg em 2 anos  e 31 mm Hg em 3 anos.

A maioria dos pacientes não apresentava efeitos colaterais sérios, sendo a maior parte deles relacionados ao local de implante dos dispositivos. Os autores do estudo enfatizam que o índice de infecção com esse dispostivo não era superior ao observado com o implante de um marcapasso artificial.

Embora sejam necessários estudos maiores e mais conclusivos, os autores da pesquisa acreditam que esse dispositivo poderá revolucionar o tratamento da hipertensão arterial resistente.

Fonte: ACC (2009).

www.portaldocoracao.com.br 

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