Aptidão física é inversamente proporcional ao risco de doença cardíaca e morte, diz revisão

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O grau de aptidão física, avaliada por meio de equivalentes metabólicos (METs) após um teste de esforço, é um forte preditor do risco de doenças cardiovasculares e de outras causas de morte, concluem os autores de uma grande revisão de estudos.

Um equivalente metabólico (MET) é o gasto energético despendido por um indivíduo em estado de repouso. Um indivíduo que atinge 10 METs durante um teste de esforço multiplicou o seu gasto energético de repouso em 10 vezes no pico do esforço realizado.

Os autores desta revisão analisaram a literatura médica, e identificaram todos os estudos que abordavam a relação entre o grau de aptidão física e o risco de doença arterial coronariana (obstruções das artérias do coração por placas de gordura), outras doenças cardiovasculares e o desenvolvimento de eventos fatais, em adultos saudáveis.

A aptidão física dos indivíduos foi dividida em três grandes grupos, baseados em seu grau de METs:  baixa aptidão física (inferior a 7,9 METs),  intermediária aptidão física (entre 7,9 e 10,8 METs) e  elevada aptidão física (10,9 METs ou mais).

O autor principal da revisão foi o Dr. Satoru Kodama, da Universidade de Tsukuba (Japão). A revisão incluiu 33 estudos, fornecendo dados sobre a mortalidade de 102.980 participantes (6.910 novos casos de morte).

A análise dos dados agrupados, demonstrou que o risco relativo de todas as causas de morte foi 13% menor para cada incremento de um MET no grau de aptidão física. O aumento da aptidão física em um MET, significa, por exemplo, praticar jogging em uma velocidade de 1 km por hora a mais.

Para a combinação de doença arterial coronariana e outras doenças cardiovasculares, o aumento de um MET no grau de aptidão física implicou em uma diminuição do risco relativo destes eventos em 15%.

Para os participantes do grupo de baixa aptidão física, o risco relativo para todas as causas de morte foi 70% maior em comparação com aqueles com elevada aptidão física. Nesta mesma comparação, o risco relativo de doença arterial coronariana foi 56% maior. No grupo de aptidão física intermediária, os riscos relativos foram 40% e 47% maiores, para a mortalidade por doença coronariana ou outras doenças cardiovasculares, quando comparados aos indivíduos de aptidão física elevada.

Esta revisão sugere uma relação inversa entre aptidão física, eventos coronarianos e todas as causas de morte.

“Sugerimos que a aptidão física, que pode ser facilmente avaliada por um teste ergométrico, pode ser útil na avaliação do risco de futuros eventos cardíacos e de morte”, conclui o Dr. Satoru.

Fonte: JAMA.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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