Hemopericárdio

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O pericárdio é um saco constituído de duas camadas finas que envolvem o coração. Ele contém uma pequena quantidade de líquido entre estas duas camadas (30 a 50 ml), permitindo o deslizamento de uma camada sobre a outra.

O pericárdio mantém o coração em sua posição, impede que este encha-se demasiadamente de sangue ao se relaxar (diástole), e o protege de possíveis infecções que possam acometer o tórax. No entanto, o pericárdio não é essencial à vida e, caso seja removido, ele não produz efeitos negativos sobre o desempenho cardíaco. Em raros casos, ocorre uma ausência congênita do pericárdio.

Pericardite é um processo inflamatório do pericárdio que tem várias causas e se apresenta tanto como doença primária (própria do pericárdio) quanto secundária (comprometimento do pericárdio a partir de outras doenças).

O hemopericárdio é uma acúmulo de sangue entre as duas camadas do pericárdio. Essa condição associa-se a uma inflamação aguda do pericárdio (pericardite aguda), lesões traumáticas, iatrogênicas (causadas por procedimentos médicos) ou em pacientes que usam anticoagulantes (medicamentos que inibem a atuação dos fatores de coagulação do sangue).

O diagnóstico de hemopericárdio costuma ser realizado após a realização de um ecocardiograma, exame que avalia a estrutura e funcionamento do coração através de ondas de ultrassom.

Um hemopericárdico volumoso poderá levar a um tamponamento cardíaco, um quadro clínico grave, que prejudica o funcionamento do coração.

Nessa situação o sangue acumulado no pericárdio deverá ser retirado através de uma punção, feita com uma agulha especial. O procedimento deve ser guiado por imagens obtidas a partir do ecocardiograma.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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