Hipertensão arterial mascarada (normotensão do avental branco)

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O diagnóstico da hipertensão arterial fundamenta-se na medida da pressão arterial realizada nos consultórios médicos. Infelizmente, a pressão arterial poderá alterar-se significativamente por influência do ambiente médico (consultório, clínica ou hospital). Tal fato dificulta o correto diagnóstico da doença.

Neste contexto poderão ocorrer as seguintes situações em relação a pressão arterial:

– Não ocorrer alteração significativa. Corresponde a maioria dos casos de hipertensão arterial.

– Ocorrer o “efeito do avental branco”, ou seja, uma elevação da pressão arterial que ocorre em pessoas com ou sem hipertensão arterial, mas que não altera o seu diagnóstico definitivo (em pessoas sem hipertensão essa elevação não é suficiente para colocá-lo na categoria de um paciente hipertenso, ou seja, com pressão arterial igual ou maior que 140/90 mmHg).

– Ocorrer a “hipertensão do avental branco”,  ou seja, uma elevação da pressão arterial a um nível de hipertensão arterial (pressão arterial igual ou maior que 140/90 mmHg) em uma pessoa que fora do consultório é apresenta pressão arterial normal. Corresponde a cerca de 13% dos pacientes com suspeita de hipertensão arterial .

-Ocorrer a “hipertensão mascarada” (normotensão do consultório), ou seja, uma queda da pressão arterial  para valores menores 140/90 mmHg em pacientes que são realmente hipertensos fora do consultório. Corresponde a cerca de 13% (10-17%) do total de hipertensos.

Por isso, uma grande proporção dos pacientes hipertensos necessitará de uma confirmação de seu diagnóstico através de um exame  que analise a pressão arterial fora do ambiente médico ou de consultório, como a MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial) ou a MRPA (monitorização residencial da pressão arterial).

A “hipertensão mascarada” (normotensão do avental branco)

Os achados que nos  orientam  a suspeitar desta situação são: jovens com pressão arterial casual (aquela medida no consultório) normal ou limítrofe com a presença de hipertrofia de ventrículo esquerdo (espessamento do músculo do coração), pais hipertensos, tabagismo, diabete melito, relato de medidas ocasionalmente elevadas fora do consultório e risco cardiovascular elevado (presença de outros fatores de risco cardiovascular).

Estudos sugerem que tais pacientes têm maior incidência de complicações cardiovasculares, ou seja, cerca de duas vezes mais do que os indivíduos normotensos.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

 

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