Mudanças no padrão do sono aumentam o risco de um ataque cardíaco

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O sistema cardiovascular sofre a influência de várias situações que ocorrem ao longo das 24 horas do dia, como as atividades cotidianas, estresse mental, exercícios físicos, duração e qualidade do período do sono. 

Sabemos que existe um pico de ocorrência do infarto do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, nas primeiras horas da manhã (entre 6 e 10 horas).Nesse momento do dia, o simples fato de acordarmos e adotarmos a posição de pé (ortostática) acarreta elevações da pressão arterial e do batimento cardíaco.Em hipertensos pode ocorrer uma elevação acentuada da pressão arterial (pico matinal).Estes elementos associados geram um estresse adicional ao sistema cardiovascular, podendo ajudar a desencadear um infarto do miocárdio em indivíduos predispostos.

Um estudo realizado na Suécia avaliou indivíduos de ambos os sexos que sofreram um infarto do miocárdio, e demonstrou claramente que há uma maior incidência da doença nos primeiros dias da semana, principalmente no período do amanhecer.Essa incidência é maior na primavera (5% maior, em média) do que no inverno, provavelmente porque nessa estação do ano o período da noite é maior, permitindo um sono de maior duração.

Outro achado consistente é a maior incidência de infarto do miocárdio nos primeiros três dias da semana, em especial, na segunda-feira.O estresse mental do início da semana, associado a uma duração menor do período do sono (comparativamente aos dias precedentes, ou seja, sábado e domingo), podem explicar em parte esses achados.Talvez essas alterações do sono que ocorrem ao longo dos dias da semana, e também, ao longo do ano, possam não ser relevantes para as pessoas que apresentam um sono de boa qualidade e duração.

Fonte: The New England Journal of Medicine.

  

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