O que significa o termo prevenção cardiovascular?

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Prevenir as doenças cardiovasculares significa,  basicamente, atuar nos fatores de risco cardiovascular passíveis de tratamento, como a hipertensão arterial, tabagismo, diabete melito, anormalidades do colesterol, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, entre outros.

Desta forma, é possível diminuir o risco absoluto de eventos cardiovasculares no futuro, como a angina do peito, infarto do miocárdio, isquemia cerebral transitória, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, aneurisma da aorta e morte de causa cardiovascular. Além disso, a prevenção cardiovascular visa minimizar os danos causados por essas doenças, além de restabelecer as funções cardiovasculares e metabólicas.

A prevenção cardiovascular poderá ser de quatro tipos: primordial, primária, secundária e terciária.

Tipos de prevenção

-Prevenção cardiovascular primordial:

A prevenção primordial tem o objetivo de evitar que o paciente venha a desenvolver um conhecido fator de risco cardiovascular. Exemplo: reeducação alimentar e prática regular de exercícios físicos em crianças, adolescentes e adultos jovens visando prevenir a obesidade e doenças associadas (que também são fatores de risco cardiovascular), como hipertensão arterial, diabete melito e anormalidades do colesterol e suas frações.

Prevenção cardiovascular primária: 

É aquela realizada em pacientes que não apresentam alterações laboratoriais e/ou doenças relacionadas à aterosclerose.

Exemplo: homem de 43 anos, com sobrepeso, hipertensão arterial, triglicerídeos elevados, mas sem alterações de aterosclerose significativas em exames como o escore de cálcio, angiotomografia de coronárias ou ecodoppler de carótidas, e ainda, sem doenças  relacionadas à aterosclerose como angina do peito, infarto do miocárdio, isquemia cerebral transitória, acidentes vascular cerebral, insuficiência cardíaca, etc.

– Prevenção cardiovascular secundária: 

É aquela realizada em pacientes com alterações laboratoriais significativas de aterosclerose e/ou doenças relacionadas à aterosclerose.

Exemplo: mulher de 69 anos de idade, obesa, hipertensa, diabética, triglicerídeos elevados e LDL-colesterol (“colesterol ruim”) alto. Seu ecodoppler de carótidas apresentou placa aterosclerótica de 50% na artéria carótida interna esquerda. Angiotomografia de coronárias demonstrou placa aterosclerótica de 70% em terço médio de artéria coronária direita e 50% em terço inicial de artéria descendente anterior. Há 6 meses atrás a pacientes foi internada com quadro compatível com isquemia cerebral transitória, além disso apresenta angina do peito estável aos esforços.

– Prevenção cardiovascular secundária: 

Nesse grupo o paciente já teve uma doença relacionada à aterosclerose, a qual está causando limitações a sua qualidade de vida.

Exemplo: paciente de 71 anos, sobrepeso, hipertenso, diabético, tabagista e LDL-colesterol (“colesterol ruim”) alto. O paciente teve infarto do miocárdio que evoluiu com disfunção ventricular esquerda e quadro clínico de insuficiência cardíaca.

O objetivo das medidas de prevenção terciária é limitar as consequências da doença sobre o paciente, tentando assim lhe dar uma boa qualidade vida. Seria, por exemplo, inscrever esse paciente em um programa de reabilitação cardiometabólica com o objetivo de melhorar à tolerância aos exercícios do paciente, diminuir sintomas, e reestabelecer as atividades diárias que o paciente fazia antes do infarto do miocárdio.

A prevenção terciária basicamente visa minimizar danos e reestabelecer as funções cardiovasculares e metabólicas do indivíduo.

 Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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