O teste de esforço pode prever o risco de derrame cerebral?

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Os benefícios de uma boa aptidão física sobre a saúde cardiovascular são inquestionáveis. No entanto, o impacto da aptidão física sobre a incidência de fibrilação atrial (arritmia cardíaca) e acidente vascular cerebral (derrame cerebral) não são plenamente conhecidos. Um estudo norte-americano estudou essa relação.

A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca originadas nos átrios (câmaras cardíacas superiores e menores do coração), e que podem ser de ocorrência aguda ou de longa duração.

A formação de coágulos sanguíneos (trombos) dentro dos átrios é uma complicação dessa arritmia, principalmente nos casos de fibrilação atrial com mais de 48 horas de duração. A liberação desses coágulos de dentro do coração (embolização), em direção ao cérebro, poderá ocasionar um derrame cerebral.

Pesquisadores norte-americanos avaliaram cerca de 14.000 pacientes submetidos ao teste de esforço na Clínica Mayo (Rochester, Estados Unidos) entre 1993 e 2010. Todos os pacientes não tinham histórico de fibrilação atrial, e foram classificados em 4 grupos  conforme sua aptidão física. Esses indivíduos foram acompanhados por aproximadamente 14 anos.

Durante o seguimento, 1.222 desenvolveram fibrilação atrial, 1.128 derrame cerebral e 1.590 faleceram. Para cada 10% de incremento da aptidão física avaliada através do teste de esforço, houve uma redução do risco de fibrilação atrial, derrame cerebral e morte da ordem de 7%, 8%, e 16%, respectivamente.

Os autores ainda observaram que mesmo naqueles que pacientes que desenvolveram fibrilação atrial, mas que tinham uma aptidão física elevada, apresentaram certa proteção contra o derrame cerebral e morte.

Fonte: American Journal of Cardiology.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700. 

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