Biópsia endomiocárdica

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​A Biópsia Endomiocárdica consiste na obtenção de pequenos fragmentos do músculo cardíaco para análise microscópica (estudo anátomopatológico).

Como é realizado?

O procedimento é realizado, em geral, apenas com anestesia local e o paciente permanece desperto durante a intervenção. De acordo com a gravidade do caso, poderá ser necessário o uso de anestesia geral. Após a anestesia, realiza-se a punção de uma veia femoral (na virilha) ou jugular (no pescoço).

Introduz-se uma pinça especial de biópsia na veia, até o adequado posicionamento na cavidade do coração (ventrículo direito). Com essa pinça retiram-se pequenos fragmentos do músculo cardíaco, que serão acondicionados em frascos apropriados e encaminhados ao Laboratório de Anatomia Patológica.

O procedimento é indolor, podendo existir mínimo desconforto e palpitações.

Há riscos?

É natural que, por se tratar de um procedimento invasivo, a biópsia endomiocárdica tenha riscos. O risco de complicações graves (perfuração cardíaca com tamponamento [risco de 1 para 250 procedimentos], complicação vascular significativa, necessidade de cirurgia cardíaca de urgência e óbito) é, em geral, muito baixo (menor que 1%).

Deve-se considerar também que o procedimento é realizado por uma equipe médica capacitada e experiente, preparada e equipada para atender a qualquer intercorrência.

Indicações

-Pacientes com quadro de insuficiência cardíaca (coração fraco) recente, com menos de 2 semanas de duração, com ventrículo esquerdo de tamanho normal ou dilatado, com comprometimento hemodinâmico necessitanto de suporte com drogas ou balão intra-aórtico;

– Pacientes com quadro de insuficiência cardíaca recente, com 2 semanas a 3 meses de duração, com dilatação do ventrículo esquerdo e arritmia ventricular grave, bloqueio  atrioventricular de alto grau (2º ou 3º grau) ou falha à resposta ao tratamento usual.

-Cardiomiopatia dilatada com suspeita de reação alérgica e/ou eosinofilia; Insuficiência cardíaca e suspeita de cardiomiopatia por antracíclico (droga quimioterápica); insuficiência cardíaca por cardiomiopatia restritiva inexplicada; alguns tumores cardíacos; e cardiomiopatia inexplicada em crianças.

Existe alguma recomendação especial após o procedimento?

Ao final do procedimento, para pacientes ambulatoriais – provenientes da residência – há necessidade de permanência no hospital para repouso por um período de 6 horas.

Outras informações e recomendações serão fornecidas antes da alta hospitalar.​​

Após a alta, qualquer dúvida ou anormalidade deverá ser comunicada a seu médico ou ao Setor de Intervenção Cardiovascular.

Fontes: einstein.br e Portal Cardiopapers.

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