Depressão e ansiedade dobram o risco de pré-eclâmpsia em gestantes, diz estudo

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Considera-se hipertensão arterial na gravidez quando o nível da pressão arterial habitual for maior ou igual a 140/90 mmHg. Duas formas de hipertensão podem complicar a gravidez: hipertensão arterial prévia à gravidez (crônica) e hipertensão arterial induzida pela gravidez (pré-eclâmpsia e eclâmpsia).Esta última forma, surge sempre após a vigésima semana de gestação.

A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia caracterizam-se pelo desenvolvimento gradual de hipertensão arterial e proteinúria (perda urinária  de proteína) durante a gravidez.No quadro de eclâmpsia, ocorrem convulsões que podem ser fatais.

Transtornos do humor (depressão) e ansiedade são doenças psiquiátricas comuns, que afetam significativamente as as mulheres em idade fértil.Um recente estudo sugere que antecedentes de depressão e ansiedade patológica predispõem gestantes ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia.

Um estudo avaliou o risco de pré-eclâmpsia em mulheres com sintomas de depressão e ansiedade patológica.Um total de 2.601 gestantes foram avaliadas antes da vigésima semana de gestação.A presença de depressão ou transtorno de ansiedade materna estiveram associados a um risco relativo 2,12 vezes maior para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, após o ajuste de outros fatores de confusão como  idade, raça,índice de massa corporal, entre outros.

Os autores do estudo concluíram que os transtornos de humor (depressão) e de ansiedade, estão associados a um maior risco de pré-eclâmpsia.Estas observações devem ser exploradas em outros estudos, permitindo avaliar os efeitos do uso de medicamentos psicotrópicos no risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia.

Fonte:American Journal of Hypertension(2009).

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