Dez fatos sobre gravidez e diabete melito

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Abaixo enumeramo dez fator sobre gravidez e diabete melito:

1- Uma gravidez poderá transcorrer com a presença de um diabete melito prévio (tipo 1 ou 2 ) ou este poderá aparecer durante a gestação (diabete melito gestacional). Qualquer uma dessas modalidades precisa ser bem acompanhada. São necessárias mais consultas ao obstetra, ao endocrinologista e ao nutricionista.

2- A paciente diabética deverá engravidar, apenas quando apresentar um ótimo controle dos níveis de glicemia no sangue. Este controle é avaliado pelos níveis de hemoglobina glicada. Este exame avalia o controle do diabete nos últimos meses. O valor da hemoglobina glicada deverá estar dentro da normalidade ou até 1% acima do valor máximo, recomendado pelo laboratório onde o teste for realizado.

3- Caso a gestante diabética faça uso de hipoglicemiantes orais, eles deverão ser substituídos por insulina. Para quem já faz uso do hormônio, as doses deverão ser reajustadas se seu tratamento não estiver dentro de parâmetros considerados ótimos. Vários estudos mostram a segurança e eficácia do uso de hipoglicemiantes orais (tais como a metformina) na gravidez. Porém, seu uso não é um consenso entre todas as entidades representativas de diabete.

4- A mulher com diabete melito só não deve engravidar quando tiver complicações severas, que poderiam piorar durante uma gestação. Caso contrário, ela poderá engravidar, mas deve receber uma orientação pré-concepcional, para que a gravidez apresente um controle metabólico o mais próximo possível dos níveis considerados ótimos. Isso evita que, durante a fase de organogênese (formação dos órgãos do embrião), que ocorre em torno da sétima semana de gestação, os níveis de glicemia  não ofereçam riscos de malformações fetais.

5- Existem vários critérios diagnósticos para o diabete melito gestacional. Os critérios mais comumente utilizados são os aconselhados pela American Diabetes Association (ADA). Recomenda-se a realização de um teste de tolerância oral à glicose com 100g, feito entre a 24ª e 28ª semana de gestação, com três horas de duração, sendo que dois ou mais valores maiores que 95 mg/dl, 180mg/dl, 155 mg/dl e 140 mg/dl respectivamente para o jejum , uma, duas e três horas, são considerados critérios para diagnóstico de diabete gestacional.

6- As pacientes que apresentam maior risco de diabetes gestacional são aquelas com mais de 25 anos de idade; obesas (principalmente as com obesidade abdominal), hipertensas; não caucasianas; com baixa estatura (menor do que 1,50m); com história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau; com história prévia de diabetes gestacional ; com história prévia de macrossomia (ter filhos com mais de 4kg); de eclâmpsia ou hipertensão de aparecimento na gravidez atual.

7- O diabete melito gestacional poderá ser evitado, desde que os fatores de risco passíveis de serem mudados sejam controlados, tais como obesidade,sedentarismo, ganho excessivo de peso na gravidez ou controle adequado da hipertensão.

8- Os cuidados com o diabete melito gestacional não terminam com o parto. Seis semanas após o término da gravidez, deve-se fazer um novo teste de tolerância  à glicose para se verificar se a paciente voltou ao seu estado normal de tolerância à glicose, se ficou intolerante à glicose ou, até mesmo, se persiste  com diabete.

9- Quem teve diabete melito gestacional pode engravidar de novo, no entanto, a paciente deverá ser advertida que seu risco de desenvolver novo quadro de diabete gestacional é maior que o de uma paciente que nunca apresentou tal diagnóstico.

10- O  diabete melito não é, necessariamente, uma indicação para se realizar uma cesariana. Neste caso, as indicações para as gestantes com diabetes ou não, são as mesmas. O acompanhamento com o endocrinologista deverá ser feito semanalmente ou, pelo menos, quinzenalmente, para os ajustes devidos das doses de insulina.

Fonte: SBEM.

 

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