Influência dos anti-hipertensivos na função sexual

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A disfunção erétil e a as doenças cardiovasculares  apresentam os mesmos fatores de risco : hipertensão arterial , dislipidemias , tabagismo , diabete melito , estresse e depressão , etc…

Desta forma  , a disfunção erétil  atualmente é considerada como um marcador de doença cardiovascular , sendo uma queixa muito comum nesses pacientes. Infelizmente , quase todas as classes de medicamentos usados no tratamento das doenças cardiovasculares podem causar alterações na atividade sexual e um percentual considerável  dos distúrbios sexuais , podem ser atribuídos aos medicamentos usados.

Os medicamentos que mais comumente causam disfunções sexuais são os anti-hipertensivos (usados no tratamento da hipertensão arterial) e os diuréticos (usados em diversas doenças cardiovasculares). 

Associação de distúrbios sexuais e medicamentos antihipertensivos: 

– Impotência sexual (dificuldade de ereção ou manutenção da ereção): hidroclortiazida , betabloqueadores (atenolol , metoprolol , propranolol, etc… ), metildopa , clonidina  e inibidores da enzima de conversão da angiotensina (captopril , enalapril , ramipril , etc…).

– Diminuição da libido (perda do desejo sexual): hidroclortiazida (diurético do grupo dos tiazídicos) ,espironolactona (diurético que poupa potássio), metildopa , clonidina e propranolol.

– Dificuldade para ejacular: metidopa , reserpina e clonidina.

– Priapismo (ereção prolongada e dolorosa): prazosin e hidralazina.

– Ginecomastia (crescimento doloroso das mamas) : espironolactona  e metildopa.

– Hirsutismo (crescimento anormal de pêlos) : espironolactona.

– Irregularidades menstruais: espironolactona.

– Inibição da lubrificação vaginal: hidroclortiazida.

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