Marcapasso artificial provisório transvenoso

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O marcapasso artificial provisório transvenoso é um dispositivo utilizado para estimular o coração (por meio de pequenos estímulos elétricos) e, desta forma , comandar o seu ritmo. Consiste de um gerador externo e  um cabo (fio com eletrodo), que é posicionado no interior do coração.

O marcapasso provisório transvenoso permanece instalado até a resolução de um quadro agudo ou até que se decida se existe a necessidade do implante  de um  marcapasso definitivo (permanente).

Indicações

O marcapasso provisório é, em geral, utilizado para manutenção do ritmo do coração quando ocorrem as bradiarritmias (diminuição significativa dos batimentos cardíacos).

O quadro que leva a indicação do marcapasso provisório, poderá ser reversível (após um infarto do miocárdio ou por uma intoxicação por drogas, que lentificam o coração) ou irreversível (como a doença do nó sinusal ou bloqueio atrioventricular total de causa não reversível). Nesta última situação, o marcapasso provisório costuma ser instalado de emergência  até que se disponha de um marcapasso definitivo.

Como é realizado o procedimento?

O procedimento é realizado, em geral, apenas com uma anestesia local e o paciente permanece acordado durante toda a intervenção (casos de maior gravidade poderão exigir o uso de uma anestesia geral).

Não há necessidade de remover o paciente da unidade de terapia intensiva para o centro cirúrgico, pois o implante é feito no próprio leito.

As vias de acesso mais utilizadas para a introdução do fio do marcapasso são a veia jugular e a veia femoral. Após a anestesia local, um fio especial de fino calibre (chamado de eletrodo) é introduzido na veia e dirigido até a cavidade do coração (ventrículo direito). Este fio é então conectado a um gerador externo,  que emite os estímulos elétricos. A manipulação do eletrodo na cavidade do coração é indolor e o estímulo elétrico gerado é imperceptível pelo paciente

Riscos

Os riscos de complicações graves, como a perfuração do coração seguida de tamponamento (compressão  do coração por acúmulo de sangue no pericárdio), complicação vascular significativa (sangramentos e hematomas graves), necessidade de cirurgia de urgência ou morte são, em geral, muito baixos (inferiores a 1%). Devemos lembrar que esse procedimento deve ser sempre realizado por um equipe especializada e treinada.

Recomendações após o implante

Em geral, o tempo de repouso no leito e o local de internação hospitalar são variáveis e dependem da gravidade do quadro. A decisão sobre o tempo de permanência do marcapasso provisório é de responsabilidade do médico do paciente.

Marcapasso provisório transcutâneo

Uma alternativa ao marcapasso provisório transvenoso (onde o eletrodo é colocado através de uma veia) é o marcapasso provisório transcutâneo.

Esse estimula o coração através de adesivos colados no tórax do paciente. Como a energia utilizada nesse dispositivo é maior do que no transcendido, esse passa a ser muito doloroso (cada estimulo contrai músculos involuntariamente), ficando reservado para pessoas sedadas ou em situações onde você espera que ele seja usado com pouca frequência.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

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